O presidente estadual do PL na Paraíba e pré-candidato ao Senado, Marcelo Queiroga, concedeu entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, nesta segunda-feira (24), e rebateu as especulações sobre um possível afastamento entre lideranças bolsonaristas no estado, especialmente Walber Virgolino e Sargento Neto.
A conversa foi conduzida por Fabiano Gomes, Jaceline Marques, Dayana Lucas e Clauber Beserra, que questionaram diretamente o dirigente sobre a ausência ou postura recente de alguns nomes do partido durante o ato realizado no Busto de Tamandaré, no domingo (23).
“Não existe ruptura no PL”, afirma Queiroga
Ao ser perguntado sobre a necessidade de união da direita no momento em que Jair Bolsonaro enfrenta prisão preventiva, Queiroga descartou qualquer crise interna.
Segundo ele, Walber Virgolino e Sargento Neto participaram do ato e mantêm alinhamento com o PL e com o ex-presidente.
“Não tem ruptura nenhuma dentro do partido. Pessoas de outros partidos, inclusive, estão se juntando a nós, como a vereadora Eliza Virgínia. O deputado Walber Virgulino estava lá, o Sargento Neto estava lá. Conversei com os dois. Não há problema nenhum”, afirmou.
Queiroga citou ainda que o deputado Cabo Gilberto não compareceu por estar em Brasília e que o pré-candidato ao governo, Efraim Filho, se encontrava em missão oficial em Roma.
Direita unida x crise na base do governo
O presidente do PL fez questão de enfatizar que, na sua visão, quem enfrenta rachaduras é o bloco governista liderado por João Azevêdo.
“Onde há problema é com a base de sustentação do governador João Azevêdo, que já explodiu. Nós vimos que eles têm dois grupos hostis entre si. Nós não temos crise.”
“Questões de Walber são internas”
Provocado pelos apresentadores sobre críticas recentes de Walber Virgolino ao PL e ao comportamento de Nilvan Ferreira, Queiroga minimizou.
“Essas são questões públicas, sim, mas que dizem respeito à disputa pela nominata estadual. Walber tem o mandato assegurado, Nilvan também terá o seu, e os dois juntos vão ajudar a ampliar nossa base na Assembleia”, declarou.
Ele lembrou que, em 2023, Walber, Gilberto e Nilvan atuaram como um bloco.
“Walber tem uma fala pública dizendo que ‘dá o sangue’ por Nilvan. Isso mostra que divergências momentâneas não anulam o compromisso com o projeto.”
Bolsonaro decide
Queiroga reforçou que seu mandato à frente do PL foi uma escolha direta de Jair Bolsonaro. E deixou no ar um recado político:
“Aqueles que não professam as orientações de Bolsonaro perdem espaço. A diretriz já foi dada, e eu não tenho dúvida nenhuma da lealdade de Walber ao presidente.”
Ato na orla e união da direita
Sobre sua chegada ao evento acompanhado de Eliza Virgínia e Nilvan Ferreira, Queiroga afirmou que vê naturalidade na articulação de diferentes figuras do campo conservador.
Para ele, o momento exige foco na defesa política e jurídica do ex-presidente.
“O que está acontecendo no Brasil é um ataque não só a Bolsonaro, mas a toda a direita.”




