Após um carteiro ser agredido e ameaçado durante a entrega de material eleitoral em Campina Grande, o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos da Paraíba (SINTECT-PB) denunciou, nesta terça-feira (29), novos casos de hostilidade contra trabalhadores dos Correios na Paraíba. O secretário-geral da entidade, Tony Sérgio Rodrigues Cavalcante, afirma que alguns trabalhadores estão sendo perseguidos e filmados por pessoas que querem “lacrar na internet”.
Segundo o sindicato, o episódio registrado na útima sexta-feira (25), em Campina Grande não seria isolado. A entidade afirma ter recebido relatos de abordagens hostis, ameaças e agressões contra trabalhadores durante a entrega de correspondências e materiais relacionados às eleições. Ocorrências também teriam sido registradas em Patos, João Pessoa e São Bento.
“Os trabalhadores estão na rua fazendo a entrega desse material, mas pessoas mal-intencionadas, de mau caráter, estão atacando trabalhadores dos Correios, agredindo moralmente e fisicamente, perseguindo trabalhadores, filmando esses trabalhadores e agredindo esses trabalhadores para tentarem lacrar na internet, como se estes trabalhadores estivessem cumprindo algum crime, fazendo algum crime eleitoral”, afirmou Tony.
O dirigente sindical explicou que a distribuição de malas diretas eleitorais é realizada mediante contratos firmados entre candidatos, partidos e os Correios. “Qualquer cidadão pode fazer um contrato com os Correios de mala direta”, declarou. Conforme informações oficiais dos Correios, o serviço é destinado a candidatos, partidos políticos, comitês eleitorais e agências de publicidade para o envio de propaganda eleitoral e material relacionado à campanha, com previsão na Lei nº 6.538/1978.
O SINTECT-PB realizou um protesto nesta terça-feira para chamar atenção para os casos e defende que os carteiros possam cumprir suas funções com segurança. No caso ocorrido em Campina Grande, segundo o sindicato, o suspeito foi conduzido pela Polícia para prestar esclarecimentos à Polícia Federal (PF), enquanto a assessoria jurídica da entidade acompanha o trabalhador. A categoria ressalta que o carteiro não escolhe o remetente, o candidato ou a legenda do material que entrega e não é responsável pelo conteúdo político das correspondências.
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