Queiroga comenta operação da PF e diz que investigação expõe problemas do governo federal. - Foto: Reprodução

O ex-ministro da Saúde e presidente estadual do PL na Paraíba, Marcelo Queiroga, comentou a operação da Polícia Federal que investiga um assessor ligado ao senador Efraim Filho (União Brasil). A declaração foi feita durante entrevista nesta semana, ao abordar os desdobramentos da investigação que apura o esquema conhecido como “máfia do INSS”.

Segundo Queiroga, a operação atinge diretamente integrantes ligados ao Governo Federal e não tem qualquer relação com o senador paraibano. Ele destacou que o segundo suplente de Efraim Filho, citado de forma incidental na investigação, não é alvo principal da apuração e que o parlamentar não possui envolvimento no caso.

“Não há nenhuma sinalização em relação ao senador Efraim Filho. A Paraíba conhece o senador, que inclusive foi recentemente reconhecido por um grupo independente de jornalistas como o melhor senador da República, com critérios que incluíram postura e combate à corrupção”, afirmou.

Para Queiroga, a investigação evidencia problemas estruturais na gestão federal, especialmente no âmbito da Previdência Social. Ele ressaltou que a operação levou à prisão de integrantes da cúpula do INSS e citou que o caso “pega em cheio o governo Lula”.

O ex-ministro também minimizou qualquer impacto da investigação sobre a pré-candidatura de Efraim Filho ao Governo da Paraíba em 2026. “Não vejo isso como ponto de vulnerabilidade. Cada pessoa responde pelos seus próprios atos. Um senador não pode responder por suplente de ninguém”, disse em entrevista ao programa Arapuan Verdade, da Arapuan FM.

Durante a entrevista, Queiroga também comentou operações envolvendo deputados federais do PL, como Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, investigados por suposto uso irregular de cotas parlamentares. Ele afirmou que os casos devem ser apurados com rigor, mas destacou que os parlamentares negam irregularidades e terão direito à ampla defesa. “O combate à corrupção é uma das principais bandeiras do nosso partido. A régua tem que ser igual para todos”, reforçou.

Ao final, Marcelo Queiroga fez críticas ao atual Governo Federal e afirmou que o Brasil vive um momento de polarização excessiva. Segundo ele, as eleições de 2026 representarão a escolha entre dois modelos distintos de Estado: um mais intervencionista e outro com maior participação da iniciativa privada.

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