Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, nesta quarta-feira (27), a deputada estadual Cida Ramos (PT) defendeu a nova lei que passa a exigir laudo médico para atletas que participem de provas de meia maratona e maratona na Paraíba.
A parlamentar afirmou que a medida tem como principal objetivo evitar mortes e casos de mal súbito durante competições de longa distância no estado.
“Essa lei tem o objetivo de preservar a vida”, declarou Cida Ramos ao comentar a repercussão da proposta, que vem dividindo opiniões entre corredores e organizadores de eventos esportivos.
A nova norma, publicada no Diário Oficial do Estado, determina que os participantes apresentem, no ato da inscrição, um laudo médico emitido há no máximo seis meses atestando aptidão física para disputar as provas. O descumprimento pode gerar multas de até R$ 14,7 mil para os organizadores.
Durante a entrevista, Cida afirmou que a iniciativa foi construída após registros de casos graves em corridas realizadas na Paraíba.
“Nós já tivemos casos de pessoas que tiveram mal súbito. O poder público precisa incentivar o esporte, mas também disciplinar regras para proteger a vida”, afirmou.
A deputada também respondeu às críticas de que a exigência poderia elitizar ainda mais o esporte, já considerado caro por muitos corredores. Segundo ela, a lei não obriga uma bateria extensa de exames médicos, como foi levantado durante o debate no programa.
“O principal é o exame cardiológico”, disse.
O tema gerou forte discussão ao vivo. A jornalista Jaceline Marques questionou a eficácia da medida e afirmou que o Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece estrutura suficiente para garantir os laudos médicos exigidos pela nova legislação.
Ela também argumentou que muitos corredores já fazem acompanhamento médico e que o custo adicional poderia afastar praticantes do esporte.
“O esporte salva vidas. A cada 100 mil corredores, uma pessoa morre. Isso não justifica criar uma obrigação tão cara”, criticou a jornalista durante o debate.
Apesar da repercussão, Cida Ramos manteve a defesa da proposta e informou que terá reunião com organizadores de corridas para discutir possíveis ajustes e alinhamentos sobre a aplicação da nova regra.




