A eliminação da Seleção Brasileira representa muito mais do que o adeus a mais uma Copa do Mundo.
Ela simboliza o encerramento de uma geração que, talvez, tenha sido uma das mais talentosas da história recente do futebol brasileiro, mas que nunca conseguiu transformar todo esse potencial em conquistas com a camisa amarela.
Casemiro. Marquinhos. Alisson.
Jogadores multicampeões pelos maiores clubes da Europa, protagonistas em suas equipes durante anos. No Real Madrid, PSG e Liverpool, escreveram seus nomes na história. Na Seleção, porém, nunca conseguiram reproduzir o mesmo nível de atuação nos momentos decisivos.
E, inevitavelmente, toda geração será lembrada por seu principal nome.
Neymar.
O maior talento brasileiro desde Ronaldo Fenômeno carregou o peso de ser o camisa 10 de uma nação apaixonada por futebol. Decidiu inúmeros jogos, quebrou recordes e se tornou o maior artilheiro da história da Seleção. Mas, quando a Copa do Mundo exigiu sua melhor versão, as lesões impediram que estivesse plenamente saudável para liderar o Brasil rumo ao tão sonhado hexa.
Agora, a realidade é dura.
O Brasil chega à maior seca de títulos mundiais de sua história. São 28 anos sem levantar a Copa do Mundo. Seis eliminações consecutivas. Para um país acostumado a ser referência no futebol mundial, é um jejum que pesa cada vez mais.
Talvez o maior sentimento seja o de oportunidade perdida.
Essa geração tinha qualidade para conquistar a sexta estrela. Tinha talento, experiência e jogadores entre os melhores do mundo em suas posições. Mas o futebol não premia apenas talento. Premia também regularidade, preparo físico, força mental e capacidade de decidir nos momentos certos.
Agora, um novo ciclo começa.
A esperança passa a estar nos pés de Endrick, Rayan, Estêvão e de tantos outros jovens que começam a surgir. Eles terão a missão de reconstruir uma Seleção que há muito tempo deixou de meter medo nos grandes adversários.
Mais do que talento, será preciso ter equilíbrio, maturidade e, principalmente, saúde para chegar às próximas Copas na melhor condição possível.
O sonho do hexa não acabou.
Ele apenas foi adiado mais uma vez.
Quem sabe em 2030.



