O Brasil começará sua caminhada na Copa do Mundo diante da boa seleção de Marrocos, quarta colocada no Mundial de 2022 e atualmente entre as principais seleções do ranking da FIFA. Além dos marroquinos, a Seleção terá pela frente Haiti e Escócia na fase de grupos.
Em teoria, o Brasil tem condições de avançar sem grandes sustos, mas Copa do Mundo não permite relaxamento. Qualquer vacilo pode custar caro.
Sem um Neymar saudável, teremos que depositar nossas esperanças no trabalho de Carlo Ancelotti. E currículo para isso ele tem de sobra. O treinador italiano é considerado um dos maiores da história do futebol, com cinco títulos da Liga dos Campeões da UEFA, conquistados por Milan e Real Madrid, além de campeonatos nacionais nas cinco principais ligas da Europa: Itália, Inglaterra, França, Alemanha e Espanha. Pouquíssimos técnicos no mundo podem apresentar uma trajetória tão vitoriosa.
Acredito que o grande destaque da Seleção nesta Copa precisará ser o coletivo. Até porque nosso principal astro abriu mão de buscar voos ainda maiores por decisões pessoais. Não cabe a mim julgar Neymar. Sinceramente, muitos de nós talvez fizéssemos escolhas parecidas em seu lugar.
Agora, sem uma estrela tão dominante quanto em outras gerações, será necessário confiar na força do grupo montado por Carletto. Na juventude de Endrick e Rayan. Na experiência e liderança de Casemiro, Marquinhos e Alisson. E, principalmente, que Vinícius Júnior e Raphinha consigam reproduzir com a camisa canarinho o mesmo futebol brilhante que apresentam semana após semana na Espanha.
O caminho para o hexa não será fácil. Talvez seja um dos mais difíceis dos últimos anos.
Mas Copa do Mundo também é sobre acreditar.
E enquanto houver uma bola rolando e uma camisa amarela em campo, o brasileiro continuará sonhando.
Resta acreditar. Com fé, rumo ao hexa!



