A disputa entre o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB) ganhou um novo capítulo na reta final da eleição. Nesta terça-feira (29), Motta apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma queixa-crime contra o senador, atribuindo às manifestações publicadas durante a campanha possíveis crimes de calúnia, injúria e difamação. O caso envolve acusações relacionadas ao Banco Master.
Segundo a acusação apresentada por Motta, Veneziano teria associado o deputado à suposta compra de apoio de lideranças políticas com recursos ligados ao Banco Master. O presidente da Câmara nega irregularidades e afirma que as declarações atingem sua honra e foram utilizadas no contexto da disputa pelas duas vagas da Paraíba no Senado Federal. A apresentação da queixa, contudo, não significa condenação nem estabelece, por si só, responsabilidade criminal do senador; caberá ao STF analisar o caso e os pedidos formulados.
Ao comentar a iniciativa, Motta elevou o tom contra o adversário e afirmou: “As eleições não podem se transformar em palco de mentiras, calúnia e difamações ou de falas descontextualizadas”. Em seguida, criticou diretamente Veneziano: “O candidato ao Senado Veneziano entrou em desespero, porque vai perder as eleições. A população não quer mais saber de inverdades, de candidato vazio, de candidato que não tem conteúdo, que poderia ter feito mais no Senado Federal, a população quer saber de propostas”.
Motta também reafirmou seu apoio às candidaturas de João Azevêdo e Nabor Wanderley ao Senado e ao projeto político liderado pelo governador Lucas Ribeiro. “A população já decidiu, vai eleger João e Nabor para o Senado Federal, para ajudar o governador Lucas a melhorar ainda mais o Estado da Paraíba. Vai eleger o time do trabalho, porque esse time junto, unido, vai trazer mais saúde, mais educação, mais segurança e vai desenvolver ainda mais o Estado da Paraíba”, afirmou. O confronto judicial ocorre poucos dias depois de Veneziano ter acionado a Justiça Eleitoral contra Motta e Nabor, em uma escalada jurídica que acompanha a reta final da campanha para o Senado.




