O deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), acionou a Justiça Eleitoral da Paraíba para pedir a retirada imediata de uma propaganda publicada nas redes sociais do senador e candidato à reeleição Veneziano Vital do Rêgo (MDB). O material questiona “quem é o candidato a senador do Banco Master” na Paraíba e associa a mensagem a mudanças recentes de apoio político durante a campanha.
O pedido ocorre dois dias após a divulgação de mensagens extraídas pela Polícia Federal do celular do banqueiro Daniel Vorcaro, nas quais ele descreve uma relação de proximidade com Hugo Motta. Em uma conversa de fevereiro de 2025 com o então diretor jurídico do Banco Master, Luiz Rennó, Vorcaro afirmou ser “number 1” e chamou Motta de “amigo irmão”. O diálogo registra a maneira como o próprio banqueiro caracterizava a relação e, isoladamente, não comprova que o parlamentar compartilhasse da mesma avaliação ou tenha cometido alguma irregularidade.
Na ação apresentada ao Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), Hugo Motta argumenta que a propaganda promove uma associação entre o Banco Master, supostos pagamentos para obtenção de apoio político e uma candidatura ao Senado ligada ao seu grupo político. Segundo a petição, o vídeo poderia levar o eleitor a relacionar o parlamentar e determinado candidato a recursos supostamente provenientes da instituição financeira.
A representação também ocorre em meio à disputa eleitoral pelo Senado na Paraíba e às recentes mudanças de apoio político entre candidatos e lideranças. A propaganda publicada por Veneziano utiliza a pergunta sobre quem seria o candidato do Banco Master no estado, enquanto a defesa de Hugo Motta sustenta que a mensagem ultrapassa os limites da crítica eleitoral ao criar uma associação que considera indevida.
O pedido será analisado pela Justiça Eleitoral. Até o momento, a existência das mensagens divulgadas pela PF registra a afirmação feita por Vorcaro sobre sua própria proximidade com Hugo Motta, mas não estabelece, por si só, que tenha havido pagamento, favorecimento ou irregularidade envolvendo o presidente da Câmara.




