O debate entre os candidatos ao Governo da Paraíba Lucas Ribeiro (PP), Efraim Filho (PL) e Cícero Lucena (MDB), realizado pela TV Tambaú nesta quarta-feira (23), teve um dos momentos mais tensos quando Lucas e Efraim trocaram acusações envolvendo o escândalo dos descontos no INSS e o caso Banco Master.

Lucas Ribeiro questionou Efraim sobre um pagamento de cerca de R$ 50 mil feito por Erik Janson Marinho, segundo suplente do senador, para quitar um boleto. Marinho foi alvo da Polícia Federal na investigação sobre fraudes no INSS. O pagamento foi registrado em relatório do Coaf, enquanto Efraim afirmou que o boleto se referia a um contrato privado e que não é investigado no caso.

Durante o debate, Lucas elevou o tom e afirmou: “Você não tem compromisso com a pessoa idosa. Você vai encontrar o pagamento de um boleto de 50 mil reais dele por esse suplente dele, que é o operador que lava o dinheiro do Careca do INSS”. Lucas também questionou o senador sobre a natureza do pagamento e se o valor teria sido devolvido.

Efraim respondeu chamando Lucas de “mentiroso contumaz” e afirmou que não existe investigação da Polícia Federal ou acusação contra ele relacionada ao episódio. “O episódio que você citou, pode ter certeza, não tem investigação da PF, não tem diligência, não tem nenhuma acusação sobre mim”, declarou.

Na sequência, Efraim levou o confronto para o campo político e citou o caso Banco Master. O senador afirmou que o deputado federal Aguinaldo Ribeiro, tio de Lucas, aparecia entre os contatos registrados no celular de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.

“Na agenda de Daniel Vorcaro, sabe de quem tinha o telefone? De Aguinaldo Ribeiro!”, afirmou Efraim durante a tréplica. Ele também citou o presidente nacional do PP, Ciro Nogueira, e fez referências a outras autoridades relacionadas ao caso.

Compartilhe esse conteúdo: