O candidato a deputado federal Julian Lemos (PP) afirmou, durante o programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, que a aproximação do senador Efraim Filho (PL) com o bolsonarismo poderá deixar uma marca permanente na trajetória política do senador. Para Julian, a escolha representa um movimento que poderá produzir consequências eleitorais mais adiante.
“Já trouxe. Efraim Morais não tem nada de bolsonarista. Efraim Morais é um político habilidoso. Ele faz parte de um feudo político e conseguiu fazer algo extremamente fácil: enganar o bolsonarista”, afirmou. Na sequência, Julian criticou a atuação de comunicadores e líderes religiosos que, segundo ele, influenciam eleitores em defesa de interesses políticos pessoais. “Enganado por líderes religiosos que parecem raposas em cima de comitês políticos hoje, enganando o seu rebanho a favor de interesses pessoais. Isso precisa ser dito. Eu tenho coragem para dizer porque tenho uma responsabilidade com a sociedade hoje de tentar tirar as pessoas desse transe”, declarou.
Julian também afirmou que Efraim poderá carregar uma “mácula” em uma trajetória que classificou como politicamente relevante. “Efraim Morais carregará uma mácula numa carreira política interessantíssima dele. Eu não tenho nada contra ele pessoalmente, realmente não tenho. Se tivesse, diria. Mas eu digo que ele está fazendo um jogo que trará a ele amanhã um prejuízo”, disse. Julian lembrou ainda a passagem de Efraim por um governo estadual comandado por Ricardo Coutinho e afirmou que a atual aproximação com o bolsonarismo representa uma mudança significativa em relação à trajetória política anterior do senador.
Ao ser questionado se esse movimento poderia ser considerado um “suicídio eleitoral”, Julian fez uma ressalva e afirmou que Efraim possui história e estrutura política, mas dificilmente conseguirá se desvincular da associação construída atualmente. “Não é um suicídio eleitoral. Ele é um cara que tem uma história. Mas isso nunca mais ele desvincula”, afirmou. Julian relatou ainda ter recebido ligações de deputados ligados à direita que, segundo ele, posteriormente teriam concordado com críticas que havia feito anteriormente ao bolsonarismo.




