O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a criticar a atuação do Supremo Tribunal Federal (STF) durante agenda de campanha em Juazeiro do Norte, no Ceará, nesta quarta-feira (16). Em entrevista coletiva, o senador afirmou que ministros da Corte estariam prejudicando a democracia brasileira e associou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao ministro Alexandre de Moraes.
Durante a declaração, Flávio afirmou que, caso seja eleito, poderá indicar cinco novos ministros para o STF e disse que a mudança na composição da Corte encerraria, na avaliação dele, o que classificou como um “triste espetáculo” de proteção a Alexandre de Moraes. “Com toda certeza, o próximo presidente da República vai ser Flávio Bolsonaro. Indicando mais cinco ministros do Supremo, nós não veremos mais este triste espetáculo de proteger Alexandre de Moraes”, declarou. Em seguida, afirmou: “Hoje, quem está votando em Lula, está votando em Alexandre de Moraes, mas isso tem dia e hora para acabar”.
As declarações ocorreram um dia após uma sessão do STF que analisou a possibilidade de investigação envolvendo Moraes a partir de informações relacionadas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A sessão terminou sem uma decisão definitiva depois que o ministro Flávio Dino pediu vista do processo. Pelas regras internas da Corte, Dino tem até 90 dias para devolver o caso para julgamento.
Flávio também afirmou que o episódio demonstra, segundo sua avaliação, a necessidade de mudanças na composição do Supremo. O candidato disse que os ministros indicados por Lula estariam “melando o Brasil” e “atrapalhando a nossa democracia”. A associação feita pelo candidato entre Lula e Moraes, porém, não corresponde à origem da indicação do ministro: Moraes foi indicado ao STF em 2017 pelo então presidente Michel Temer (MDB).
Antes da entrevista, Flávio foi recebido por apoiadores no aeroporto de Juazeiro do Norte, onde houve gritos de apoio. Na sequência, participou de uma carreata pelas ruas da cidade e visitou o Horto do Padre Cícero durante a agenda de campanha no Ceará.
Quaest, 1º turno: Lula, 36%; Flávio Bolsonaro, 29%; Cury, 8%; Renan, 3%; Caiado, 3%; Zema, 2%




