Ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

O ex-prefeito de Cabedelo Vitor Hugo (MDB) reagiu à decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) que barrou sua candidatura a deputado estadual e confirmou que vai recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília. Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM Líder, ele afirmou que não pretende substituir seu nome e questionou os fundamentos utilizados para impedir sua participação na disputa.

“Eu preencho todo e qualquer pré-requisito para que meu registro de candidatura seja admitido”, declarou Vitor. Segundo ele, seu caso seria ainda mais grave porque não existe denúncia criminal recebida contra ele. O ex-prefeito afirmou que, mesmo sem responder a processo criminal, estaria sendo impedido de disputar uma eleição e comparou sua situação à de Cícero Lucena.

O ponto mais duro do desabafo foi direcionado ao conteúdo de uma colaboração citada no caso. Vitor afirmou que um vereador de Cabedelo, que segundo ele teria sido eleito com apoio de uma organização criminosa e era casado com a irmã de um homem apontado como traficante, teria feito um acordo de colaboração depois de romper com esse grupo. Na versão apresentada pelo ex-prefeito, o vereador teria citado seis pessoas que foram colocadas na Prefeitura, mas Vitor diz que essas pessoas não tinham antecedentes ou registros criminais.

“Ele briga com o traficante, briga com o cunhado, é expulso da cidade de Cabedelo e faz um acordo de colaboração para incriminar um prefeito da cidade, um inocente, um pai de família, que sou eu, Vitor Hugo”, afirmou. O ex-prefeito questionou o peso dado ao relato do colaborador e disse que ainda não teve a oportunidade de apresentar sua defesa sobre essas acusações.

Em tom de revolta, Vitor resumiu sua crítica com a expressão “inversão de valores” e afirmou que o colaborador, apesar das acusações que fez, não estaria sendo responsabilizado da mesma forma que ele. “O criminoso, vereador, casado com a irmã do bandido, não responde pelo crime, e o inocente, pai de família, está respondendo como o criminoso”, disparou. Ele também citou o voto vencido da desembargadora Helena Fialho, que, segundo Vitor, questionou a possibilidade de uma inelegibilidade baseada em ilações ainda não confirmadas.

O ex-prefeito ainda alertou para o precedente que, na avaliação dele, pode ser criado para futuras eleições. “Daqui a dois anos tem eleições novamente. Eu vou ficar impedido por quantos anos de participar de eleições? […] 10, 15, 20 anos?”, questionou. Vitor afirmou que acredita no recurso em Brasília e disse que continuará lutando para recuperar o direito de disputar a eleição pelo voto popular.

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