As emendas parlamentares previstas no Orçamento de 2027 poderão chegar a R$ 57,5 bilhões, segundo cálculos da Câmara dos Deputados. O valor representa um aumento de quase 7% em relação ao montante estimado para 2026 e mostra o tamanho dos recursos que poderão ser direcionados por deputados e senadores para estados e municípios.
Do total previsto, R$ 44,8 bilhões já foram reservados pelo governo para emendas individuais e de bancadas estaduais, que têm execução obrigatória. A maior parte dos recursos costuma ser destinada à saúde, além de obras e investimentos nos municípios.
O valor pode ficar ainda maior com as emendas de comissão. Para 2027, elas poderiam chegar a R$ 12,7 bilhões, mas essa quantia ainda não está incluída na proposta enviada pelo Executivo. Caberá ao Congresso decidir de onde retirar esse dinheiro caso as emendas sejam incorporadas ao Orçamento.
Na prática, o volume bilionário reforça o peso do Congresso na definição de onde parte significativa dos recursos públicos será aplicada. Somadas, as emendas podem representar pouco mais de 25% das despesas não obrigatórias do governo federal, que incluem custeio e investimentos.
O cenário também coloca o governo federal diante de um desafio fiscal. A proposta prevê uma meta de superávit de R$ 73,2 bilhões para 2027, mas a Consultoria de Orçamento da Câmara alerta que essa margem pode ser reduzida caso haja frustração de receitas.




