O vereador de João Pessoa Ícaro Chaves (Podemos) rebateu, nesta terça-feira (7), as críticas feitas pelo líder da oposição na Câmara Municipal, Milanez Neto (MDB), à lei que autoriza a comercialização dos naming rights de espaços públicos da Capital. Autor da proposta, Ícaro afirmou estranhar o posicionamento do parlamentar, destacando que o projeto foi aprovado por unanimidade na Casa, inclusive com o voto favorável de Milanez.

Durante entrevista ao programa Hora H, da Rede Mais, Ícaro disse que a mudança de discurso do vereador oposicionista causa surpresa. “Me estranha muito até porque o vereador Milanez e todos os outros vereadores votaram a favor desse projeto, a não ser que ele não acompanhou a sessão ou não estava presente. Mas foi aprovado de forma unânime na Câmara Municipal de João Pessoa. E não tem como [o projeto] ser retrógrado, até porque é uma coisa nova que já tem em várias capitais. É a gente colocando, na verdade, João Pessoa na modernidade, no avanço, para crescer, obviamente, de forma sustentável, mas sem tirar tanto dinheiro do contribuinte”, afirmou.

A declaração ocorre após Milanez anunciar que pretende recorrer da legislação, classificando a medida como “retrógrada” e defendendo sua revogação.

Ao defender a proposta, Ícaro argumentou que o modelo já é adotado em diversos equipamentos públicos e esportivos do país, permitindo que empresas invistam em infraestrutura em troca da exploração da marca.

Como exemplos, o vereador citou a Neo Química Arena, estádio do Corinthians, e o Mercado Livre Arena Pacaembu, em São Paulo. “A mesma coisa aconteceu com a Arena do Corinthians, que virou Neo Química Arena, com o Pacaembu, que recentemente passou a incluir o nome do Mercado Livre. E essas empresas pagam centenas de milhares de reais. O Mercado Livre, por exemplo, pagou um bilhão. E enquanto o Mercado Livre e essas outras empresas ganham propaganda, visibilidade, esse espaço público ganha infraestrutura e investimento”, defendeu.

Segundo Ícaro Chaves, a proposta busca atrair investimentos privados para equipamentos públicos, reduzindo a necessidade de utilização de recursos do contribuinte para manutenção e melhorias desses espaços.

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