Milanez Neto anuncia recurso contra lei que permite venda de naming rights e chama medida de “retrógrada”
07 de julho de 2026 | Por Redação Fonte 83
Vereador Milanez Neto (MDB), durante entrevista - Foto: Rádio Pop.
O vereador e líder da oposição na Câmara Municipal de João Pessoa, Milanez Neto (MDB), anunciou nesta terça-feira (7) que irá recorrer contra a lei que autoriza a comercialização de nomes de espaços públicos e de eventos promovidos pelo município. Em entrevista ao programa Hora H, da Rede Mais, o parlamentar classificou a proposta como “retrógrada” e defendeu a revogação da norma.
Segundo Milanez, a legislação representa um retrocesso e não contribui para a modernização da gestão pública. “Eu não tô querendo entregar o que é moderno em detrimento do que é mais pensável para a cidade. Eu acho que isso aí não é modernismo, não é nada moderno. Isso aí é retrógrado. Isso é algo do passado. Isso é pouca transparência. Inclusive, vamos começar uma discussão para poder rever essa lei que está vigente para que a gente possa revogá-la”, afirmou.
Durante a entrevista, o vereador também relacionou o tema à recente investigação aberta pelo Ministério Público da Paraíba para apurar a instalação de publicidade irregular de empresas de apostas esportivas em postes e áreas públicas da Capital.
Para o líder da oposição, a falta de critérios e fiscalização sobre a exploração publicitária na cidade preocupa e reforça a necessidade de revisão da legislação. “Nós temos prédios privados que estão colocando verdadeiros banners, sem o menor critério, sem a menor fiscalização, sem ninguém saber quem está autorizando, como está autorizando, qual o benefício que está trazendo à cidade. Não é moderno eu vender a cidade de João Pessoa para que as pessoas venham fazer publicidade de forma indeterminada, sem critério, sem objetivo nenhum”, declarou.
Milanez afirmou que pretende apresentar um recurso e iniciar um debate na Câmara Municipal para reavaliar a legislação. O objetivo, segundo ele, é discutir novos critérios para a exploração comercial de espaços públicos e ampliar a transparência sobre eventuais contratos firmados pela Prefeitura.