Pablo PORCIUNCULA / AFP Bolsonaro A necessidade de um esquema de segurança robusto para qualquer deslocamento de Jair Bolsonaro se deve ao fato de ele estar cumprindo prisão domiciliar - Foto: Pablo Porcincula / AFP

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nesta semana se prorroga ou não a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O prazo de 90 dias da medida terminou na última quinta-feira (25), e a análise ocorre após a apreensão de uma pistola registrada em nome do ex-presidente.

Na avaliação, Moraes deve considerar o estado de saúde de Bolsonaro, seu comportamento durante o período de prisão domiciliar e os desdobramentos da investigação sobre a arma. A Procuradoria-Geral da República (PGR) defendeu que o STF aguarde a conclusão do inquérito da Polícia Civil do Distrito Federal antes de avaliar se houve falta grave.

Em manifestação apresentada ao Supremo no sábado (27), a defesa afirmou que não há motivos para impedir a prorrogação da medida. Os advogados sustentam que a arma era regularmente registrada e alegam que Bolsonaro nunca foi comunicado sobre eventual cancelamento do registro ou determinação para entregá-la.

A pistola Glock 9 mm foi apreendida em 15 de junho durante uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal, quando estava com um militar do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Em depoimento, Bolsonaro confirmou ser o proprietário da arma e afirmou que havia pedido apenas que o militar providenciasse um conserto. O resultado do inquérito poderá influenciar a decisão final de Moraes.

Moraes deve decidir até esta quinta-feira se Bolsonaro segue em prisão domiciliar ou volta ao presídio

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