Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, nesta segunda-feira (29), o secretário da Administração Penitenciária da Paraíba, Tércio Chaves, afirmou que o enfrentamento ao crime organizado dentro do sistema prisional exige estratégias contínuas, tecnologia e inteligência, e que o problema dos celulares nas unidades é um dos principais desafios estruturais do sistema.
“É uma problemática social estrutural que existe e precisa ser enfrentada. Não existe isolamento absoluto, mas isso não significa permitir o ingresso de celulares. O combate a isso passa por infraestrutura, rigidez de fluxos e mudanças na arquitetura prisional, além de estratégias de inteligência para impedir a comunicação de lideranças com o meio externo”, afirmou o secretário.
Ao comentar a discussão sobre o uso de bloqueadores de sinal, Tércio destacou o alto custo da tecnologia, mas reconheceu a necessidade de investimento. “O custo de um equipamento desses pode variar entre R$ 150 mil e R$ 270 mil mensais por unidade, o que exige planejamento. Mas é preciso avaliar prioridades, porque o avanço do crime organizado cresce e, muitas vezes, a polícia acaba enxugando gelo diante dessa realidade”, disse.
O secretário também ressaltou que o enfrentamento às facções já é uma realidade permanente na gestão penitenciária e não pode ser tratado com subestimação. Segundo ele, a Paraíba mantém ações de inteligência e isolamento de lideranças como parte da estratégia, e destacou ainda que o tema ganhou centralidade nos debates públicos recentes, inclusive em meio a polêmicas envolvendo a gestão municipal e o impacto da segurança pública no cenário político do estado.





