O senador Veneziano Vital do Rêgo, presidente estadual do MDB na Paraíba, admitiu nesta segunda-feira (1º) que a estratégia adotada pela oposição de concentrar todos os pré-candidatos a deputado estadual em uma única legenda acabou provocando perdas para o partido. Em entrevista, o parlamentar afirmou que a formação do chamado “chapão” do MDB resultou na saída de aliados importantes e avaliou que o cenário poderia ter sido diferente caso houvesse uma divisão das candidaturas entre MDB e PSD.
A declaração ocorre após o encerramento da janela partidária, período em que deputados puderam trocar de legenda sem risco de perder o mandato. A movimentação redesenhou a composição da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) e fortaleceu o MDB em número de parlamentares, ao mesmo tempo em que provocou a saída de nomes históricos da legenda.
Segundo Veneziano, a decisão de reunir todos os pré-candidatos à Assembleia Legislativa no MDB foi tomada pela maioria do grupo político e não representou uma surpresa para aqueles que participavam das discussões. “Foi uma decisão da maioria. Desde o princípio nós dissemos que, se a formação se desse dessa maneira, alguns companheiros não concordariam. Ninguém foi surpreendido com esse fato”, afirmou o senador à rádio CBN Paraíba.
Durante a entrevista, Veneziano destacou que o acordo inicial da oposição previa a distribuição dos candidatos estaduais entre MDB e PSD. No entanto, o avanço das negociações internas levou à opção pela concentração das candidaturas em uma única legenda. Para o senador, a escolha teve consequências políticas e partidárias. “Melhor seria se não tivéssemos deixado de contar, no caso partidário, com o deputado Anderson, o deputado Romualdo e o ex-prefeito Marcos Eron”, declarou.
Entre as mudanças registradas após a janela partidária, o deputado Anderson Monteiro deixou o MDB e ingressou no Partido Verde (PV). Ao mesmo tempo, a legenda comandada por Veneziano ampliou sua bancada com a chegada dos deputados Camila Toscano, Tovar Correia Lima, Galego de Souza, Fábio Ramalho, Hervázio Bezerra, Felipe Leitão e Caio Roberto, consolidando sua presença na Assembleia Legislativa.
Com a nova configuração, o MDB se fortalece para a disputa eleitoral de outubro e avança nas articulações para compor a chapa majoritária da oposição. O partido trabalha com a pré-candidatura do ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo do Estado, além da possível candidatura do deputado estadual André Gadelha (MDB) ao Senado Federal, ao lado do próprio Veneziano Vital do Rêgo na corrida eleitoral deste ano.



