Presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos - PB), durante entrevista à imprensa.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, afirmou neste domingo (17) que o Congresso deve construir um “texto de convergência” para tratar da proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6×1 no Brasil.

Durante participação na “Corrida da Câmara”, Hugo destacou a necessidade de unidade entre governo, oposição e setor produtivo para avançar na discussão da redução da jornada de trabalho.

“Vamos sentar para fazer um texto de convergência. É uma matéria que não pertence a um partido ou ao governo. Pertence ao país”, declarou.

O parlamentar paraibano afirmou ainda que a pauta é prioridade para a população brasileira e defendeu que a Câmara entregue a proposta aprovada até o final de maio.

“Nossa prioridade agora, para o mês de maio, é entregar a redução da jornada de trabalho a todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil”, disse.

A proposta em discussão prevê descanso remunerado de dois dias por semana e redução da carga horária semanal das atuais 44 para 40 horas, sem redução salarial.

Governo diverge sobre transição

O debate sobre a transição para o novo modelo divide integrantes do próprio governo federal.

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, é contrário à criação de um período de transição, alegando que isso apenas adiaria a mudança.

Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, avalia que o tema pode ser debatido em casos específicos.

Setor privado pede prazo maior

A proposta também enfrenta resistência de empresários, que defendem uma transição gradual e medidas de compensação para reduzir impactos financeiros às empresas.

A oposição propõe um período de quatro anos para adaptação ao novo modelo de jornada de trabalho.

O parecer do relator Leo Prates deve ser apresentado na próxima quarta-feira (20).

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