A psicóloga e sexóloga Danielle Azevedo trouxe reflexões profundas sobre saúde mental, relacionamentos e reconstrução emocional durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, nesta terça feira (27). Com uma abordagem direta e acolhedora, a especialista falou sobre psicoterapia individual, terapia de casal e sexual, destacando a importância de ressignificar histórias pessoais para romper ciclos de dor.
Um dos pontos centrais da entrevista foi a influência do julgamento externo no fim de relacionamentos. Segundo Danielle, muitas pessoas permanecem presas a vínculos desgastados ou encerram relações de forma traumática por conta da opinião de terceiros.
Ela alertou que decisões afetivas tomadas para atender expectativas externas costumam gerar culpa, ansiedade e sensação de fracasso, dificultando o encerramento saudável de ciclos e a abertura para novas experiências emocionais.
Outro tema sensível abordado foi a saúde mental de pessoas que viveram situações de violência doméstica. Danielle destacou que os traumas deixados por relações abusivas não desaparecem com o fim do relacionamento e precisam ser tratados com acompanhamento psicológico adequado.
Durante a conversa, a psicóloga explicou que vítimas de violência frequentemente desenvolvem medo, baixa autoestima e dificuldades de confiar novamente, o que pode impactar futuras relações afetivas e até a vida sexual.
A especialista também falou sobre o que chamou de “bengala emocional”, conceito usado para descrever relações em que uma pessoa sustenta emocionalmente a outra sem reciprocidade. Segundo Danielle, esse tipo de vínculo até pode gerar sensação momentânea de equilíbrio, mas tende a adoecer quando não há interesse genuíno, troca e responsabilidade afetiva.
Ela ressaltou que ninguém deve ocupar o lugar de apoio emocional permanente do outro sem que exista cuidado mútuo, pois isso leva ao esgotamento emocional e à perda da própria identidade.
O ciúme patológico foi outro alerta feito durante a entrevista. Danielle explicou que esse comportamento vai além do ciúme considerado comum e está diretamente ligado à falta de confiança e de autocontrole emocional.
Segundo a psicóloga, quando o ciúme passa a controlar atitudes, limitar liberdades e gerar vigilância constante, ele se torna destrutivo e pode evoluir para comportamentos abusivos, colocando em risco a saúde mental e emocional do casal.
Ao longo da entrevista, Danielle Azevedo reforçou que a psicoterapia é um caminho fundamental para quem deseja compreender padrões emocionais, curar feridas do passado e construir relações mais saudáveis, seja individualmente ou em casal.
A entrevista completa, com todas as reflexões e explicações da psicóloga e sexóloga Danielle Azevedo, pode ser assistida no vídeo abaixo, exibido durante o programa Ô Paraíba Boa.




