A vereadora Eloah Felinto concedeu entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, e comentou a polêmica envolvendo o fechamento de uma creche em Bayeux. Durante a participação, a parlamentar também explicou sua ausência na sessão da Câmara Municipal.
Abalada, Eloah afirmou que não esteve presente por um motivo pessoal. “Passei a noite inteira velando o corpo do meu primo com a minha mãe e toda a minha família. Não estive na Câmara por uma questão muito particular e triste”, disse.
Ela também destacou que a ausência não foi apenas da oposição. “Não foi só os vereadores de oposição, não. Pelos nomes que vocês disseram, até a bancada do líder do Executivo faltou”, afirmou.
Durante a entrevista, a vereadora foi questionada pelos apresentadores sobre o impacto direto do fechamento da creche, que deixou cerca de 75 crianças sem atendimento. Os comunicadores ressaltaram os apelos de mães que ficaram sem alternativa e criticaram a falta de uma solução imediata para o problema.
Os apresentadores também apontaram que, além do fechamento da unidade, não teria sido apresentada uma opção de novo espaço para atender as crianças. Outro ponto levantado foi a ausência dos parlamentares na sessão que poderia discutir medidas para resolver a situação.
Sobre o fechamento da creche, Eloah negou qualquer intenção de prejudicar as crianças. “É humanamente impossível alguém querer o fechamento de uma creche”, declarou, classificando como “leviana” a acusação de que teria contribuído para a situação.
Eloah questionou ainda a estrutura do local. “Não existe possibilidade técnica de caber 75 crianças ali. São poucos cômodos e apenas dois banheiros”, argumentou.
A parlamentar também afirmou que tentou exercer o papel de fiscalização. “Nós tentamos fiscalizar, mas houve uma decisão judicial que impedia a visita dos vereadores, sob pena de multa”, explicou.
Por fim, ela cobrou diálogo por parte da gestão municipal. “Em nenhum momento a prefeita chamou nenhum de nós para discutir a situação”, disse.




