A disputa pela presidência do Senado Federal dependerá do resultado das eleições presidenciais, segundo avaliação do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Em entrevista ao programa Senso Crítico, da FGTV e MRTV, o parlamentar afirmou que a composição política resultante das urnas será determinante para definir as condições da disputa pelo comando da Casa legislativa.
Veneziano reconheceu que o tamanho das bancadas influencia as reivindicações por espaços de poder no Congresso, mas ressaltou que a definição do próximo presidente do Senado precisa levar em conta o cenário político nacional. “Não há dúvidas de que um partido com 28 integrantes reivindique a cadeira principal da Mesa, que é justamente a presidência. Seria fora de qualquer padrão desconhecer essa reivindicação”, declarou. Para ele, a disputa deverá ser analisada com mais clareza após a conclusão do processo eleitoral.
Ao abordar os possíveis cenários, o senador afirmou que uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ) representaria uma configuração diferente daquela esperada caso Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vença a eleição. Veneziano fez críticas contundentes à possibilidade de retorno do bolsonarismo ao Palácio do Planalto. “Se Bolsonaro vencer as eleições, e me permita e me perdoe a expressão, seria um desastre gigantesco para o Brasil”, afirmou, deixando explícita sua posição política sobre a disputa presidencial.
O parlamentar também declarou que trabalha pela vitória de Lula e considera que o resultado presidencial poderá alterar as condições de negociação em torno dos comandos da Câmara dos Deputados e do Senado. “Caso o presidente Lula vença, e para isso estamos todos imbuídos, não apenas torcendo, mas trabalhando, o cenário será outro. Isso não significa que não haverá disputa, mas as condições serão diferentes”, disse Veneziano, ao destacar que a definição dos espaços de poder dependerá da correlação de forças construída após as eleições.
Na avaliação do senador, a possibilidade de o Partido Liberal (PL) controlar simultaneamente as presidências das duas Casas legislativas é um dos fatores que orientam sua atuação política neste momento. “Se eles vencerem, ficarão com as duas presidências: a do Senado e a da Câmara. É por isso que tenho trabalhado muito para que isso não aconteça”, concluiu. Veneziano defendeu cautela até a definição do resultado eleitoral, prevista para o segundo turno em 25 de outubro, antes de projetar os desdobramentos da disputa pelo comando do Congresso Nacional.
Quaest: Flávio Bolsonaro tem 46% e Lula aparece com 44% das intenções de voto no 2º turno




