Lídia Moura descarta candidatura e reafirma compromisso com políticas para mulheres - Foto: Dayana Lucas / Fonte83

A secretária de Estado da Mulher e da Diversidade Humana, Lídia Moura, alertou para o aumento dos casos de violência contra a mulher no início de 2026 e classificou o enfrentamento ao problema como uma luta permanente que exige o envolvimento de toda a sociedade.

Em entrevista, Lídia destacou dados preocupantes registrados em estados do Nordeste e reforçou que, mesmo com avanços, cada caso representa uma derrota coletiva. “A violência contra as mulheres aumentou em todo o país. Temos estados vizinhos como Pernambuco, que registrou a morte de 85 mulheres, a Bahia com 97, e a Paraíba com mais de 30 mulheres assassinadas. Enquanto nós perdermos uma única mulher, estamos derrotados”, afirmou.

Apesar do cenário preocupante, a secretária ressaltou que a Paraíba conta com uma rede estruturada de proteção e atendimento às mulheres, o que tem sido fundamental para evitar números ainda mais graves. Segundo ela, os serviços vêm sendo ampliados e interiorizados, conforme orientação do governador João Azevêdo (PSB).

“A Paraíba tem uma rede sólida de atendimento às mulheres. Imagine se essa rede não funcionasse: seria uma verdadeira barbárie. A violência tem se tornado cada vez mais cruel, e precisamos continuar fortalecendo o atendimento, ampliando os serviços em todo o estado. Esse é o caminho”, destacou em entrevista ao portal Fonte83.

Lídia Moura também fez um apelo à sociedade para que não haja tolerância ou banalização da violência. “Não podemos continuar aceitando, minimizando ou tolerando a violência. Todas as pessoas do entorno dessa mulher precisam amparar, apoiar e ajudar também na denúncia”, reforçou.

Questionada sobre a possibilidade de disputar um cargo eletivo ainda este ano, a secretária descartou, neste momento, qualquer pretensão política. Segundo ela, a prioridade é a continuidade do trabalho à frente da pasta.

“Eu estou com uma tarefa hercúlea na Secretaria das Mulheres e da Diversidade Humana. Sou uma pessoa de projeto e integro um projeto vitorioso que transformou a Paraíba. Neste momento, minha obrigação é auxiliar e concluir esse grande trabalho que tem mudado a vida das mulheres, da população LGBTQIAPN+ e enfrentado o racismo”, concluiu.

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