O presidente estadual do Partido Verde (PV), Sargento Dênis, revelou que a Federação Brasil da Esperança, formada por PV, PT e PCdoB, projeta eleger no mínimo quatro deputados nas eleições de 2026. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, onde o dirigente também comentou os bastidores sobre a formação da nominata e a discussão em torno do apoio da federação ao governo estadual.
Segundo Sargento Dênis, o número de parlamentares pode crescer ainda mais, a depender do trabalho político que vem sendo construído. “A bancada vai ter quatro deputados no mínimo. Isso pode ser aumentado porque há muitas pessoas querendo vir. Nós somos a cereja do bolo”, afirmou.
O dirigente destacou que um dos fatores que tornam a federação atrativa é a possibilidade de disputa eleitoral com uma votação menor em comparação a outros blocos partidários. “A pessoa não precisa de 40 mil ou 50 mil votos para concorrer. Na nossa nominata, com cerca de 20 mil votos, já está concorrendo muito bem”, explicou, ressaltando que isso tem atraído novos nomes.
Questionado sobre o apoio da federação ao governo, Sargento Dênis confirmou que o tema já entrou na pauta de discussões, mas ainda sem definição. “Começamos a discutir ontem. É muito cedo para ter uma definição”, disse.
De acordo com ele, o debate envolve análises de pesquisas, perspectivas eleitorais e a correlação de forças políticas. “O partido vive de poder. A gente analisou pesquisas e cenários, e estamos caminhando para uma solução”, pontuou.
O presidente do PV também explicou que, dentro da lógica da federação, as decisões passam por instâncias nacionais. “Se os três partidos chegarem a um consenso, a decisão não sobe. Só sobe para a nacional se houver divergência mínima. Em 99% dos casos, a decisão é validada”, afirmou.
Sargento Dênis ressaltou ainda que o projeto nacional da federação tem peso maior que as disputas estaduais. “No PV não vamos fazer objeção, porque temos um projeto nacional que consideramos mais importante. Creio que o presidente Lula não vai interferir diretamente dessa forma”, avaliou.
Ao final, o dirigente afirmou que a expectativa é de que o impasse seja resolvido em breve. “Vamos intensificar as reuniões para que, antes de abril, a gente já tenha um consenso. Em abril, a tendência é que tudo esteja definido”, concluiu.



