Secretária de Turismo da Paraíba, Rosália Lucas, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, na rádio 100.5 FM, nesta sexta-feira (9), a secretária de Turismo da Paraíba, Rosália Lucas, entrou de vez no debate político de 2026. Aos apresentadores Fabiano Gomes, Jaceline Marques e Dayana Lucas, ela confirmou que seu nome está à disposição do Progressistas e do projeto liderado por Lucas Ribeiro, ao mesmo tempo em que fez duras críticas à gestão do prefeito Bruno Cunha Lima, em Campina Grande.

Rosália afirmou que sua trajetória como gestora pública começou em 2017 e que sua entrada na política se deu por convite da senadora Daniela Ribeiro, presidente do PP na Paraíba. Segundo ela, o convite teve como base sua experiência no setor privado e seu perfil executivo.

A secretária disse que chegou a elaborar um plano de governo para Campina Grande quando colocou seu nome como pré-candidata, mas ressaltou que seu principal foco hoje é fortalecer o projeto estadual liderado por João Azevêdo e Lucas Ribeiro.

“Sou uma agente pública à disposição do partido e desse projeto de transformação da Paraíba”, afirmou.

Ao ser questionada sobre a possibilidade de nomes para compor a chapa como vice de Lucas Ribeiro, Rosália evitou cravar nomes, mas defendeu que a escolha seja coletiva e represente não apenas os partidos, mas também a população paraibana. Segundo ela, o grupo governista é formado por um amplo conglomerado político, que inclui PP, PSB, Republicanos e outras legendas.

Apesar do tom cauteloso sobre a chapa majoritária, Rosália foi incisiva ao falar de Campina Grande e do grupo Cunha Lima. A secretária declarou que a cidade vive um colapso administrativo e classificou a gestão de Bruno Cunha Lima como um “desgoverno”.

Ela afirmou que servidores da saúde estariam há até quatro meses sem salários e sem receber o 13º, além de denunciar sucateamento dos postos de saúde, falta de medicamentos e equipamentos quebrados. Rosália relatou, inclusive, um episódio envolvendo o próprio filho, estudante de odontologia, que não conseguiu atender pacientes em uma UBS por falta de manutenção em uma cadeira odontológica.

“Hoje Campina não tem o básico. Nem saúde, nem educação”, disparou.

A secretária também denunciou um grave déficit de vagas em creches, afirmando que muitas mães não conseguem trabalhar por não terem onde deixar os filhos. Segundo ela, professores estariam fazendo vaquinhas para comprar fraldas para crianças nas unidades de ensino.

Para Rosália, a eleição de 2026 será uma disputa direta entre dois modelos de gestão: o grupo Cunha Lima, que administra Campina Grande, e o modelo liderado por João Azevêdo no Governo do Estado.

“Não é sobre sobrenome, é sobre entrega, compromisso e resultado. O eleitor vai comparar os dois modelos e decidir”, concluiu.

A entrevista deixou claro que Rosália Lucas não apenas entrou no debate eleitoral como também passou a atuar como uma das vozes mais duras contra o grupo Cunha Lima, ampliando o racha político em Campina Grande e reforçando seu alinhamento com o projeto de Lucas Ribeiro e do governo João Azevêdo.

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