O Diretório Nacional do Partido dos Trabalhadores divulgou nesta sexta-feira (7) uma resolução que inclui dois pontos centrais voltados ao mercado de trabalho e à mobilidade urbana: a implementação da tarifa zero no transporte público e o fim da escala 6×1 sem redução salarial.
No texto, a legenda sustenta que interromper a jornada de seis dias de trabalho por um de descanso representa um avanço social, pois integra o direito ao repouso à luta pelo emprego digno. A medida, afirma o partido, reforça a importância da saúde mental, da convivência familiar e da qualidade de vida dos trabalhadores.
Outra proposta destacada é a instituição gradual da tarifa zero. O documento argumenta que o direito de ir e vir precisa ser garantido gratuitamente, aliviando o orçamento familiar e liberando tempo para os trabalhadores que hoje caminham longas distâncias. A sigla defende que a política amplia renda disponível e dignidade ao permitir deslocamentos sem custo.
Desafios de financiamento
Em evento partidário realizado na quinta-feira (6), o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, avaliou que acabar com o 6×1 não afeta o orçamento público, mas a gratuidade do transporte exige fonte de custeio. Haddad ressaltou que qualquer programa deve possuir sustentabilidade financeira, pois abdicar da tarifa sem um plano sólido poderia comprometer o serviço. O ministério, explicou, estuda cenários capazes de viabilizar a proposta antes de eventual inclusão no Plano Plurianual.
Economia e política externa
A resolução ainda reforça a posição do partido por reduzir a meta de inflação dos atuais 3%, tema em debate no governo. No campo internacional, o texto manifesta repúdio a pressões sobre Venezuela e Cuba, destacando o princípio de autodeterminação dos povos. Também ressalta o retorno do Brasil a um papel de protagonismo global, com participação ativa em fóruns multilaterais, reforço ao Brics e retomada de parcerias estratégicas com América Latina, África, Europa e Ásia.
Regulação digital e combate à desinformação
O partido aponta que as eleições ocorrem em nova arena dominada por grandes empresas de tecnologia e fluxo rápido de informações. O documento defende regras para o ambiente digital antes do próximo pleito, a fim de impedir manipulação, disseminação de notícias falsas e uso ilegal de Inteligência Artificial. O texto frisa que eleições transparentes dependem de um esforço nacional de combate às fake news.
Ao listar essas iniciativas, a sigla conclui que o objetivo é proteger direitos sociais, fortalecer a democracia e promover desenvolvimento econômico sustentável, alinhado à redução das desigualdades.
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