Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, nesta quarta-feira (20), o diretor-presidente da Cagepa, Marcus Vinícius, criticou a instalação da CPI aprovada pela Câmara Municipal de João Pessoa e negou falta de transparência no processo da Parceria Público-Privada (PPP) firmada pela companhia. O gestor também rebateu especulações envolvendo suposta ligação da empresa espanhola vencedora do processo com a Odebrecht.
Ao comentar a abertura da comissão, Marcus Vinícius afirmou que a CPI “não visa discutir falta d’água” e destacou que o requerimento apresentado pelo vereador Ícaro Chaves também inclui o próprio município de João Pessoa no debate sobre saneamento.
Durante a entrevista, o presidente reconheceu problemas no abastecimento, mas afirmou que a Cagepa vem realizando investimentos para melhorar o serviço. “Eu jamais estaria numa emissora de rádio dizendo que nós estamos no mundo ideal. Eu sei o que estamos fazendo dentro da cidade de João Pessoa para melhorar o abastecimento de água”, declarou.
Marcus Vinícius citou ações como implantação do Centro de Controle Operacional, setorização e troca de redes em bairros da capital. Ele ainda afirmou que os investimentos já apresentam resultados positivos. “Pergunta ao pessoal do Castelo Branco, quando terminamos a setorização lá, se hoje eles sentem a falta d’água e os problemas que tinham anteriormente”, disse.
O dirigente também criticou modelos de privatização adotados em outros estados e questionou se empresas privadas fariam investimentos considerados estratégicos pela Cagepa. “Eu queria saber se a empresa privada ia gastar R$ 475 milhões, como nós estamos gastando, para levar água para o Curimataú e Seridó. Não tem conta privada que feche”, afirmou.
Questionado sobre críticas relacionadas à falta de transparência na PPP, Marcus Vinícius rebateu e garantiu que todo o processo foi debatido publicamente. “Nós fizemos publicação para consulta pública de 30 dias, chamamos todos os prefeitos, fizemos audiência pública e o edital ficou 90 dias publicado”, declarou.
Ele também afirmou que a parceria foi apresentada ao Tribunal de Contas do Estado e ao Ministério Público. “Qual transparência mais precisa ser dada? Isso só teve transparência”, disse.
Ao final da entrevista, Marcus Vinícius negou qualquer ligação entre a empresa espanhola participante da PPP e a Odebrecht. “Não conheço. É um grupo espanhol que presta serviço em outras áreas, inclusive saneamento, rodovias e portos”, concluiu.




