Após cassação em Cabedelo, Vitor Hugo lamenta decisão, promete recorrer e afirma: “A verdade será restabelecida”
Ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo Casteliano (Avante) - Foto: Reprodução/ Redes Sociais.

O ex-prefeito de Cabedelo e atual secretário de Turismo de João Pessoa, Vitor Hugo Castelliano (Avante), que se tornou inelegível após decisão do Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), foi às redes sociais nesta terça-feira (18) para comentar o julgamento que também cassou o prefeito de Cabedelo, André Coutinho (Avante), e a vice, Camila Hollanda (PP).

Em um vídeo publicado em seu Instagram, Vitor afirmou que recebeu o resultado com “muita tristeza”, mas disse que não irá se afastar da disputa política. “Nunca fui de fugir das responsabilidades. Respeito a decisão dos desembargadores, mas decisão judicial pode ser cumprida e contestada. Enquanto houver oportunidade de recorrer, vamos recorrer”, declarou.

Vitor Hugo reforçou que não tem relação com as acusações que levaram à sua inelegibilidade por oito anos. “Quem me conhece sabe da minha integridade. Em quase oito anos de mandato nunca houve operação na minha gestão. Cabedelo é uma antes de Vitor Hugo e outra depois, e isso ninguém apaga”, afirmou.

Ele também voltou a dizer que é alvo de perseguição política desde que entrou na vida pública. “Sempre dei minha cara a tapa. Desde o início enfrento perseguições, e estou pronto para enfrentar mais essa”, disse.

Manutenção da pré-candidatura

Mesmo com a decisão desfavorável, Vitor reafirmou que segue pré-candidato a deputado estadual. “Sou pré-candidato e continuarei. Peço apenas paciência. A verdade será restabelecida e vamos à vitória. Primeiro por Deus, depois pela justiça dos homens”, declarou.

A fala de Vitor ocorre um dia após o TRE-PB cassar os mandatos de André Coutinho, Camila Hollanda e do vereador Márcio Silva por supostas irregularidades nas eleições de 2024, incluindo acusações de compra de votos e envolvimento de facções criminosas no processo eleitoral.

A maioria do tribunal seguiu o voto do relator, juiz Kéops de Vasconcelos, que apontou “provas suficientes de que a chapa eleita tinha conhecimento da infiltração de criminosos na gestão municipal”.

Apesar da cassação, os gestores permanecem nos cargos até o julgamento final dos recursos, após pedido da defesa. Se o afastamento for confirmado, o presidente da Câmara assumirá interinamente até que o TRE convoque nova eleição.

Em meio ao turbilhão político, Vitor Hugo tenta manter o grupo mobilizado e aposta nas instâncias superiores para reverter a decisão.

Confira abaixo a publicação no perfil do Instagram de Vitor Hugo:

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