Deputado estadual, Fábio Ramalho, (PSDB), durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

O deputado estadual Fábio Ramalho, presidente do PSDB da Paraíba, afirmou durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa da Rádio 100. 5 FM desta quarta-feira (25) que Campina Grande atravessa dificuldades econômicas principalmente na saúde, mas garantiu que a gestão municipal tem obras e ações estruturantes para apresentar à população.

Segundo ele, a crise na saúde não é exclusiva do município e está relacionada a um problema histórico de subfinanciamento federal.

Fábio argumentou que os repasses para as unidades de saúde da família não acompanham o aumento real das despesas ao longo dos anos. Ele lembrou que, desde a criação do programa ainda no governo de Fernando Henrique Cardoso, com o então ministro José Serra, os reajustes não teriam acompanhado o crescimento dos custos.

De acordo com o deputado, enquanto o salário de médicos saiu de uma média de dois a três mil reais em 2005 para valores que hoje podem ultrapassar quinze mil reais, o valor repassado pelo Governo Federal não cobre sequer quarenta por cento do custeio das unidades. Ele afirma que sessenta por cento das despesas são bancadas pela prefeitura.

O parlamentar destacou que Campina Grande possui mais de duzentas unidades de saúde da família, além de policlínicas e equipamentos que atendem não apenas moradores da cidade, mas pacientes de várias regiões do estado.

Ele citou o ISEA e o Hospital da Criança e do Adolescente como exemplos de estruturas mantidas pelo município que atendem população do Brejo, Sertão e Cariri, especialmente em períodos de síndromes respiratórias.

Apesar de reconhecer dificuldades, Fábio afirmou que a cidade continua avançando em obras consideradas históricas, como a reforma da Feira da Prata, intervenções no Canal do Prado, melhorias no Canal do Bodocongó e a entrega da Avenida Félix Araújo, além da revitalização do Parque Evaldo Cruz.

Ele também atribuiu parte da pressão financeira ao atraso na votação do orçamento nacional de 2025 e à demora na liberação de emendas parlamentares que, segundo ele, eram esperadas pelo município.

Ao falar da educação e do funcionalismo, o deputado ressaltou que os servidores são prioridade, mas explicou que planos de cargos e remuneração criados em gestões passadas geram impacto crescente na folha ao longo do tempo. Segundo ele, as progressões e gratificações aumentam em ritmo superior ao crescimento da receita municipal, o que pressiona as contas públicas.

Fábio Ramalho afirmou que Campina é uma cidade polo, com forte visibilidade e cobrança pública, mas sustentou que a crise não é isolada e atinge diversos municípios que mantêm institutos próprios de previdência.

Assista abaixo a entrevista de Fábio Ramalho ao programa Ô Paraíba Boa:

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