O presidente da Câmara Municipal de Caaporã, Oto Mariano (PP), afirmou nesta quinta-feira (20) ter recebido com tristeza e preocupação a deflagração da Operação Purgatório, que levou ao afastamento cautelar do prefeito Chico Nazário (União Brasil). A ação do Gaeco e da Polícia Civil investiga suspeitas de fraudes em contratações públicas e contratos relacionados à coleta de resíduos sólidos.
Oto afirmou que a cidade nunca havia enfrentado uma operação dessa dimensão envolvendo órgãos de fiscalização e repartições públicas. “Recebi com muita tristeza, realmente, todos os fatos que ocorreram pela manhã. A nossa cidade nunca passou por uma situação desse tipo, com os órgãos fiscalizadores do Poder Público em nossa cidade, com os policiais indo em diversas repartições”, declarou durante entrevista ao repórter Luciano Broncador, da TV Litoral.
O presidente da Câmara também lembrou que Caaporã já vinha convivendo com questionamentos sobre possíveis irregularidades desde o ano passado e afirmou que uma denúncia apresentada por um morador chegou a tramitar no Legislativo, mas não avançou. “A gente deu continuidade aos trabalhos. E, no dia de hoje, fomos recebidos com essa notícia que realmente nos deixou, de certa forma, desnorteados. Preocupados com a nossa cidade, pela turbulência que ela passa”, afirmou Oto.
Horas depois da operação, a Câmara Municipal conduziu a posse do vice-prefeito Carlos Monteiro (PSDB) como prefeito interino, após a decisão judicial que afastou Chico Nazário. Oto disse esperar que a nova gestão conduza o município com responsabilidade e transparência. “Essa Câmara, enquanto vereador, enquanto gestor que aqui estiver como presidente, vai fazer por onde as coisas sejam conduzidas de maneira transparente. Espero, mais uma vez, que o novo prefeito conduza a cidade com muita responsabilidade”, afirmou.
A Operação Purgatório apura a possível existência de uma organização criminosa instalada na estrutura do Executivo municipal, com suspeitas de fraudes em licitações, falsidade ideológica, uso de documento falso e lavagem de capitais. Segundo as investigações, o possível prejuízo aos cofres públicos ultrapassa R$ 2 milhões, além de terem sido determinadas buscas e apreensões e medidas de sequestro de bens e valores.
Em meio à Operação Purgatório, Carlos Monteiro assume Prefeitura de Caaporã e pede calma à população




