A Prefeitura de Campina Grande efetuou nesta quarta-feira (28) o pagamento de R$ 2,7 milhões aos hospitais filantrópicos e privados que reforçam a rede do Sistema Único de Saúde na cidade. O repasse foi decidido após reunião entre o prefeito Bruno Cunha Lima (União), integrantes do secretariado e vereadores da base governista.

O município assegurou que a quitação total dos débitos deverá ocorrer até a próxima sexta-feira (6), com desembolso adicional estimado entre R$ 3 milhões e R$ 4 milhões. Desde o início de janeiro, a administração já efetuou transferências que somam R$ 6,5 milhões.

Em 2025, as mesmas instituições hospitalares receberam R$ 125 milhões para manutenção dos serviços prestados ao SUS. Mesmo com o novo aporte, as unidades mantêm posição de interromper atendimentos a partir de 1º de fevereiro, caso não haja formalização das garantias de pagamento.

Ameaça de suspensão de serviços

Na última segunda-feira (26), representantes dos hospitais protocolaram ofício na Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Dunga Júnior, informando que a continuidade dos atrasos inviabiliza o funcionamento das unidades. O documento ressalta que a paralisação abrangerá todas as atividades pactuadas com o SUS.

Após o recebimento do ofício, a gestão municipal apresentou o cronograma de repasses iniciado nesta quarta-feira. Contudo, dirigentes das instituições consideram que a proposta ainda não satisfaz plenamente as exigências negociadas nas reuniões anteriores.

Próximos passos

Os estabelecimentos aguardam a oficialização do compromisso de pagamento do valor restante até a data prometida. Enquanto isso, preparam a logística para suspensão dos atendimentos, caso o impasse persista. A decisão definitiva sobre a paralisação será tomada após a confirmação da entrada dos recursos previstos.

Com a crise financeira instalada, pacientes que dependem dos serviços oferecidos pelos hospitais filantrópicos e privados acompanham o desfecho das negociações. A prefeitura afirma ter priorizado o fluxo de caixa da saúde para evitar prejuízos à população, mas a pressão das unidades hospitalares mantém o cenário de incerteza.

A administração municipal reforça que o pagamento integral até sexta-feira (6) encerrará o impasse. Já os hospitais alertam que apenas a entrada efetiva dos valores nas contas institucionais poderá evitar a suspensão dos serviços marcada para 1º de fevereiro.

O quadro deve ganhar novos desdobramentos nos próximos dias, quando as partes confirmarão o cumprimento ou não do cronograma estabelecido.

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