O Portal Fonte83 traz o resumo dos principais acontecimentos da política entre os dias 12 e 16 de outubro de 2026. A semana foi marcada por mudanças de alianças, disputa por espaços de poder e articulações para o segundo turno presidencial, com reflexos nos bastidores da política paraibana.
Em Campina Grande, o prefeito Bruno Cunha Lima (União Brasil) nomeou Rodrigo Rabello para a Procuradoria-Geral do Município após a saída de Aécio Melo, que rompeu politicamente com o prefeito e se aproximou do grupo do governador reeleito Lucas Ribeiro (PP). A movimentação reforçou os rearranjos políticos após a eleição estadual.
A disputa pela presidência da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) também avançou. O deputado estadual eleito Nilvan Ferreira (PL) confirmou contatos os deputados reeleitos Wilson Filho (Republicanos) e Eduardo Carneiro (PP) sobre a sucessão. O deputado estadual eleito Diego Tavares (PP) disse que conversará com Lucas Ribeiro antes de definir posição, enquanto o deputado Sargento Neto (PL) colocou o nome à disposição. O vice-presidente da ALPB, Felipe Leitão (MDB) admitiu voltar ao Republicanos e declarou apoio a Wilson Filho.
Nas câmaras municipais, a disputa também movimentou os bastidores. Em João Pessoa, o prefeito Leo Bezerra (PSDB) defendeu diálogo entre os candidatos à presidência da Câmara Municipal, entre eles os vereadores Damásio Neto (PP), Marmuthe Cavalcanti (Republicanos) e João Corujinha (PP). Em Bayeux, a presidente Jays de Nita (PSB) entrou no centro das articulações após aparecer vinculada a duas chapas para o comando do Legislativo no biênio 2027–2028.
A relação entre Lucas Ribeiro e Leo Bezerra esteve em evidência durante a solenidade dos 135 anos do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB). Apesar das divergências eleitorais, Lucas garantiu que manterá o diálogo institucional com a Prefeitura da Capital. O deputado reeleito Hervázio Bezerra (MDB), porém, ressaltou que uma eventual aproximação deve ocorrer sem submissão política.
O segundo turno presidencial concentrou as articulações nacionais. Lucas Ribeiro reuniu aliados em Campina Grande para mobilizar apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que também recebeu manifestações públicas de João Azevêdo (PSB), Veneziano Vital do Rêgo (MDB) e Daniella Ribeiro (PP). A divisão do MDB ficou evidente após diretórios estaduais, incluindo o da Paraíba, defenderem Lula, enquanto setores da legenda se aproximaram do senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ).
Flávio Bolsonaro sinalizou que poderá não apoiar a recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara dos Deputados caso vença a eleição, em razão do apoio de Motta a Lula. No Congresso Nacional, outro destaque foi a promulgação da emenda que prevê o fim da escala 6×1, com adoção do modelo 5×2 e redução gradual da jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, sem redução salarial.
No campo institucional, o desembargador José Ricardo Porto foi eleito presidente do Tribunal de Justiça da Paraíba para o biênio 2027–2028. Já o deputado Adriano Galdino (Republicanos), presidente da ALPB, pediu desculpas após reconhecer que foi desproporcional ao criticar eleitores pobres e evangélicos que apoiam a direita. Em Cabedelo, o ex-prefeito Vitor Hugo Castelliano (MDB) comemorou a aprovação das contas de governo de 2022 pelo Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB).
O ex-governador Ricardo Coutinho (PT), deputado federal eleito, afirmou que ainda é cedo para discutir as eleições municipais de 2028 em João Pessoa e defendeu a renovação das lideranças. Outro caso que repercutiu foi o de Júnior Pires, ex-secretário do Procon da Capital, que negou ligação com organizações criminosas após ser alvo de operação da Polícia Federal (PF) que investiga uma suposta negociação de apoio político com integrantes de uma facção criminosa.
O Portal Fonte83 segue acompanhando os principais fatos, as disputas e as articulações que movimentam a política da Paraíba e do Brasil, com atenção aos desdobramentos do segundo turno e à reorganização dos grupos políticos.
Ao lado de Motta e Alcolumbre, Lula promulga fim da escala 6×1 no Congresso Nacional




