Pré-candiadta a deputada federal Pollyanna Werton, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa. (Foto: Ingreson Derze).

A pré-candidata a deputada federal Pollyanna Werton demonstrou indignação ao comentar sua saída da Secretaria de Desenvolvimento Humano e os desdobramentos políticos após sua migração partidária. Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, nesta terça-feira (1º), ela afirmou que permaneceu no mesmo agrupamento político e questionou o tratamento que recebeu após deixar o PSB.

“Eu não estava mudando de lado, eu estava no mesmo agrupamento, no partido do governador. Isso foi conversado amplamente com os Progressistas, com a minha base e com o próprio governo. Mas a Paraíba toda presenciou a forma como me trataram. Foi muito caro para mim, pessoal e profissional, ter todas essas perdas e eu me calar. Esse preço que as mulheres pagam pelo silêncio é caro, às vezes até a gente adoece com isso”, declarou.

A ex-secretária também classificou como injusta a decisão de não permitir a continuidade do projeto que comandava na pasta. “Todo mundo indicou um secretário, todo mundo indicou alguém para continuar o projeto. Ricardo Barbosa indicou o filho, Rafaela Camaraense indicou uma pessoa, Lídia Moura trouxe alguém para continuar a Secretaria das Mulheres. Eu recebi um milhão de ligações de pessoas dizendo: ‘Que injustiça, estamos com você’. Isso causou um sentimento popular muito forte”, afirmou.

Pollyanna ainda criticou o que chamou de interferência política na gestão pública e alertou para os riscos de interromper programas sociais consolidados. “Não era apenas uma indicação política, era uma indicação técnica. Você não pode sentar numa cadeira e fazer retaliação. A política se discute no palanque, não na gestão. Nenhum programa pode ser interrompido porque alguém resolveu mudar tudo. A gestão não pode ser penalizada por disputas políticas”, concluiu.

Compartilhe esse conteúdo: