A Polícia Civil prendeu sete pessoas na manhã desta quarta-feira (28), suspeitas de envolvimento no latrocínio do empresário Glicério Feitosa, ex-candidato à Prefeitura de Bayeux, assassinado a tiros em maio deste ano, no bairro do Geisel, em João Pessoa. Segundo as investigações, ele foi escolhido como alvo de uma quadrilha especializada em roubar joias, relógios, celulares e outros objetos de valor.
Em entrevista à TV Cabo Branco, o delegado-geral da Polícia Civil, André Rabelo, afirmou que o caso inicialmente era investigado como homicídio, mas as apurações apontaram para latrocínio — roubo seguido de morte. De acordo com o delegado, o grupo identificava possíveis vítimas que exibiam bens de valor nas redes sociais e organizava ações para roubá-las. Glicério teria sido baleado durante uma tentativa de assalto, após reagir à abordagem.
Entre os presos estão uma blogueira, que teria cedido o veículo usado no levantamento de informações sobre a vítima, o ex-namorado dela, apontado como participante dessa etapa, e dois suspeitos que teriam participado diretamente da execução. A investigação também identificou um grupo de WhatsApp usado para compartilhar informações e indicar possíveis alvos da quadrilha, que atuava na Região Metropolitana de João Pessoa.
A Polícia Civil informou que continua apurando a participação individual dos investigados. Segundo André Rabelo, celulares apreendidos e outras provas reunidas devem ajudar a concluir o inquérito e encaminhar o caso ao Ministério Público e ao Poder Judiciário. Glicério foi morto em 14 de maio, em frente a uma loja de veículos no Geisel. Natural de Parambu, no Ceará, ele atuava nos setores alimentício e de transportes e disputou a Prefeitura de Bayeux em 2024 pelo Partido Novo. Em 2023, recebeu o título de cidadão paraibano da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB).




