O ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Wellington Dias, defendeu, nesta quinta-feira (27), os resultados do governo federal no combate à fome e à extrema pobreza e rebateu críticas de que beneficiários do Bolsa Família não teriam interesse em trabalhar. A declaração foi feita durante a 12ª Expo Prata, no Cariri paraibano, onde o ministro destacou a queda do desemprego e a participação de beneficiários de programas sociais no mercado de trabalho.

Segundo Dias, a taxa de desemprego chegou a 5,3%, enquanto o país teria registrado 5,7 milhões de novos empregos em relação a 2022. O ministro afirmou ainda que cerca de 80% dessas novas vagas são ocupadas por pessoas beneficiárias do Bolsa Família e que aproximadamente 90% estão inscritas no Cadastro Único. “Então, o povo quer trabalhar. Agora, quer emprego decente”, afirmou.

Ao abordar o combate à fome, Wellington Dias afirmou que a insegurança alimentar severa caiu para 0,6% da população, citando dados da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). Ele atribuiu o resultado a medidas como a reformulação do Bolsa Família, o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), as Cozinhas Solidárias e ações de acesso à água, além de iniciativas voltadas a pequenos produtores.

O ministro também afirmou que 25 milhões de pessoas saíram da linha da pobreza e destacou iniciativas de qualificação profissional voltadas ao público dos programas sociais. De acordo com Dias, cerca de 1,3 milhão de beneficiários do Bolsa Família são formados por ano em cursos que podem ampliar as oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Ele também citou dados do Sebrae segundo os quais existem 10,4 milhões de pequenos negócios ligados a pessoas inscritas no Bolsa Família ou no Cadastro Único.

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