Mersinho Lucena, deputado federal, durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa. (Anna Beatriz).

O deputado federal Mersinho Lucena (PSD) questionou, no programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, desta quarta-feira (12), a cobrança por alinhamento feita aos deputados Fábio Ramalho, Felipe Leitão, Camila Toscano e Tovar Correia, todos do MDB, que declararam apoio a Nabor Wanderley (Republicanos) para o Senado. Para Mersinho, a mesma cobrança deveria valer para todos os integrantes do partido.

Ao comentar a situação, Mersinho defendeu que não faz sentido cobrar apenas dos deputados que chegaram recentemente ao MDB. “Agora, se for para chamar o feito à ordem, tem que chamar todo mundo. Existem diversos prefeitos, inclusive do MDB, que não votam em Cícero”, afirmou.

Segundo ele, não seria coerente exigir dos deputados uma fidelidade que também não é seguida por parte dos prefeitos da legenda. Dos 24 prefeitos do MDB na Paraíba, apenas 11 apoiam Cícero, enquanto os demais já declararam apoio a Lucas Ribeiro (PP) e Efraim Filho (PL), segundo o cenário apresentado no programa.

Mersinho destacou ainda que os quatro deputados têm autonomia para definir seus votos, assim como outros integrantes do grupo. “Essa história de voto cruzado não é novidade. Cada um tem a sua autonomia para tomar essa decisão”, declarou. Para o deputado, a política paraibana tem sido marcada por alianças que permitem diferentes combinações de votos.

Ao reforçar a crítica, Mersinho questionou por que a cobrança estaria concentrada nos quatro deputados. “Por que só tem que chamar ao feito à ordem Cícero Lucena? Exigir, obrigar, isso aí não existe. Ninguém é coronel para estar obrigando o desejo de cada um”, afirmou.

A declaração ocorre em meio ao debate sobre os apoios a Nabor Wanderley e Cícero Lucena na disputa pelo Senado.

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