Médico Alexandre Araruna, vítima de assalto no bairro de Manaíra, em João Pessoa.

O médico Alexandre Araruna relatou momentos de tensão e revolta após ser vítima de um assalto no bairro de Manaíra, em João Pessoa. O caso foi detalhado durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, nesta quarta-feira (28), quando ele descreveu a abordagem e a sensação de insegurança vivenciada após o crime.

Segundo Alexandre, o assalto ocorreu em plena luz do dia, em uma praça iluminada, com circulação de pessoas e veículos. Ele havia acabado de liberar a esposa para seguir adiante quando decidiu permanecer sozinho para continuar sua atividade física.

Foi nesse momento que quatro jovens, aparentando ter entre 17 e 18 anos, se aproximaram em bicicletas. A ação foi rápida. “Eles me abordaram, me empurraram e arrancaram a corrente em questão de segundos. Logo em seguida, fugiram em direção ao interior do bairro”, relatou.

O médico destacou que, mais do que o objeto levado, o episódio deixou marcas emocionais profundas. “A corrente é o de menos. O que foi roubado ali foi o meu sentimento de segurança, a minha cidadania. A sensação é de impotência absoluta”, afirmou.

Visivelmente emocionado, Alexandre contou que a corrente tinha valor sentimental, pois havia sido um presente de sua mãe, falecida há três anos. “Era uma lembrança de 20 anos atrás. Isso dói, mas o maior impacto é o medo. Eu moro na região, tenho filhos, circulo ali todos os dias”, desabafou.

Após o crime, o médico procurou uma delegacia em Manaíra e registrou um boletim de ocorrência. Ele fez questão de destacar o bom atendimento recebido, contrariando relatos frequentes de dificuldades para registrar crimes considerados de menor valor. “Fui bem atendido, esperei, fiz o BO. Isso precisa ser dito”, pontuou.

Mesmo assim, Alexandre decidiu ir além do registro formal e tornar o caso público. Segundo ele, a intenção é provocar reflexão e contribuir para o debate sobre segurança pública. “Não queria que fosse só mais um documento esquecido numa gaveta. Se a minha experiência puder gerar crítica, informação ou construção, já valeu”, afirmou.

A entrevista completa com o relato do médico pode ser conferida no vídeo do programa Ô Paraíba Boa, disponível logo abaixo.

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