O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ), e o deputado Rogério Correia (MG) formalizaram pedido de providências à Polícia Rodoviária Federal (PRF) para suspender a marcha organizada pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-MG). A mobilização, batizada de “caminhada pela liberdade”, partiu de Paracatu (MG) na segunda-feira, 19 de janeiro, e pretende chegar a Brasília (DF) no domingo, 25 de janeiro.

No documento protocolado, os petistas relatam que a manifestação ocorre em trecho de rodovia federal com fluxo intenso, maioria em pista simples, e aponta utilização de acostamento e ocupação parcial da faixa de rolamento pelos participantes. Para os parlamentares, a dinâmica cria “risco concreto à segurança viária” e precisa ser interrompida antes que provoque acidentes.

Outro ponto destacado é o acompanhamento da marcha por aeronaves que estariam pousando às margens da estrada. A prática, avaliam os deputados, eleva a possibilidade de colisões e coloca em perigo motoristas, pedestres e os próprios manifestantes. O texto enviado à PRF define a conduta como “grave, inaceitável e irresponsável”.

Até o momento, 22 parlamentares alinhados à direita se juntaram a Nikolas durante o trajeto. Para Farias e Correia, o grupo iniciou a jornada sem qualquer aviso oficial aos órgãos competentes, desrespeitando normas de segurança e a necessidade de autorização prévia para ocupação da via.

Lindbergh Farias declarou que manifestações são legítimas, porém não podem expor vidas a risco. O congressista enfatizou que o ato poderia ocorrer em local apropriado, após autorização das autoridades responsáveis, sem comprometer a integridade de quem trafega pela estrada.

A PRF ainda não divulgou posicionamento público sobre o pedido. Caso a corporação determine a interrupção, a marcha poderia ser deslocada para área urbana ou suspensa até que exigências de segurança sejam cumpridas.

Nikolas Ferreira, por sua vez, reiterou a intenção de completar o percurso até a Esplanada dos Ministérios na data prevista. A presença crescente de apoiadores, parlamentares e veículos de comunicação mantém a mobilização em evidência, enquanto se aguarda resposta oficial dos agentes rodoviários federais.

O impasse aumenta a tensão entre grupos políticos na reta final da caminhada e coloca a PRF sob pressão para decidir se libera a continuidade do ato ou se atenderá ao pedido dos deputados petistas.

Com a chegada a Brasília programada para o próximo domingo, o desfecho do caso deve ocorrer nos próximos dias, definindo se a marcha prossegue ou será barrada antes de alcançar o destino final.

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