Procurador-geral de Justiça da Paraíba, Leonardo Quintans Coutinho.

O procurador-geral de Justiça da Paraíba, Leonardo Quintans Coutinho, participou em Brasília de uma reunião no Supremo Tribunal Federal (STF) para discutir os impactos da Lei Antifacção e as estratégias para combater o avanço do crime organizado. Em entrevista, Quintans explicou que o enfrentamento às facções exige uma atuação cada vez mais integrada entre Ministério Público, Judiciário e órgãos de segurança pública, principalmente diante da estrutura organizada e do poder financeiro desses grupos.

Segundo Quintans, a discussão não se limita apenas ao texto da nova lei, mas envolve a forma como as instituições vão atuar para enfrentar organizações criminosas que hoje utilizam redes de comunicação, dinheiro e até ferramentas digitais para ampliar suas atividades. A reunião contou com a participação dos ministros Edson Fachin e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet. “A criminalidade organizada atua em rede, a resposta precisa ser em rede”, destacou Fachin durante o encontro, reforçando a necessidade de união entre as instituições.

Quintans também destacou a importância do compartilhamento de informações e do fortalecimento das redes de inteligência. Entre os temas discutidos estão o sistema penitenciário, varas especializadas, audiências de custódia, proteção de magistrados e os impactos da Lei Antifacção sobre a execução penal e o direito de defesa. A legislação é alvo de ações no STF que questionam sua constitucionalidade. Um novo encontro deverá ocorrer nas próximas semanas para discutir propostas de aperfeiçoamento das medidas de combate ao crime organizado.

Compartilhe esse conteúdo: