O prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (MDB), afirmou nesta segunda-feira (15), em entrevista ao podcast ClickFM, que o que mais o incomoda na gestão municipal são os problemas sociais da capital e as críticas relacionadas à limpeza urbana e ao esgotamento sanitário. Ao comentar as cobranças da população e a repercussão de imagens de lixo e entulho nas ruas, o gestor disse que tem buscado enfrentar os problemas de forma direta e sem “colocar para debaixo do tapete”.
Segundo Leo, a situação social da cidade é uma das principais preocupações da administração. Ele relatou que, em visitas a comunidades, se deparou com famílias usando a merenda escolar como principal alimentação do dia e afirmou que isso o tira o sono. O prefeito disse ainda que, se não houvesse tantos desafios a enfrentar, não teria colocado novamente seu nome à disposição da população.
Durante a conversa, Leo também destacou que gosta de participar ativamente de todas as ações da prefeitura, “de uma simples coleta de lixo até receber um ministro”, e afirmou que não aceita a transferência de responsabilidades de outros órgãos para o município. Nesse ponto, ele anunciou que vai marcar uma reunião com o presidente da Cagepa para discutir a situação dos esgotos em João Pessoa. “Ninguém aguenta mais ter praia suja com esgoto. Não dá mais para ter isso”, afirmou o prefeito.
Leo disse que a população tem confundido lixo domiciliar com descarte irregular de resíduos. Segundo ele, a prefeitura dispõe de um sistema específico para recolher entulho, restos de poda e materiais de pequenas reformas, mas é necessário que o cidadão comunique o problema por meio do aplicativo João Pessoa na Palma da Mão, que permite enviar foto com georreferenciamento.
O prefeito explicou que o município conta com 25 motos que circulam pela cidade identificando descarte irregular e também com o serviço do Cata-Treco ou Cata-Resíduos, que faz a retirada do material no local informado. Para ele, o problema acontece quando o morador deixa o entulho na frente de casa sem avisar a prefeitura e ainda espera que o caminhão do lixo recolha o material, o que não é permitido.
Ao rebater críticas de que a capital estaria “entregue ao lixo”, Leo afirmou que há pessoas usando a situação de forma política e citou inclusive vereadores que, segundo ele, publicam imagens fora de contexto nas redes sociais. O prefeito disse que, em várias postagens, o que aparece como lixo comum na verdade é descarte irregular de resíduos. “Estão confundindo, estão misturando isso para fazer política”, declarou.
O gestor também relacionou o debate ambiental à formação das crianças e contou ter ouvido, durante uma feira escolar do filho, mais falas sobre poluição do que sobre as tartarugas em si. Para ele, isso mostra que o tema da preservação ambiental já faz parte do cotidiano das famílias e da educação das novas gerações.
Ao final da entrevista, Leo reforçou que João Pessoa enfrenta problemas pontuais, tanto no abastecimento de água quanto no esgotamento sanitário e na limpeza urbana, mas negou que a cidade viva uma crise generalizada. Segundo ele, a missão da gestão é resolver essas questões sem exageros, com ações concretas e diálogo com os órgãos responsáveis.



