Durante o evento que marcou o anúncio de Diogo Cunha Lima como pré-candidato a vice na chapa de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba, o deputado estadual Hervázio Bezerra voltou a fazer duras críticas ao ex-governador João Azevêdo e revelou mágoas pessoais e políticas envolvendo o tratamento dado ao seu filho, Leo Bezerra, e que decisão de apoiar João Azevêdo, vai depender do grupo.
“Olha, por mim, eu já disse à Paraíba que seria extremamente difícil. Mas o homem público, ele não se pertence”, indicando que, muitas vezes, precisa seguir o direcionamento do grupo político ao qual está vinculado. O parlamentar ressaltou que, mesmo diante de divergências, há um contexto maior que pode levar à sinalização de apoios e alianças
Hervázio relembrou seu histórico de lealdade política e afirmou que sempre manteve coerência em seus posicionamentos. “Em todas as entrevistas que eu concedia, eu dizia que votaria em João, como votei em 22”, destacou, ao mesmo tempo em que citou divergências passadas em relação a outros nomes da disputa ao Senado.
O parlamentar, no entanto, elevou o tom ao comentar a saída de Leo Bezerra da presidência do partido, classificando a atitude de João como desnecessária e injusta. “A forma como ele destituiu Leo da presidência do partido, ao meu ver, foi totalmente desnecessária. A mim, que sou pai, me doeu profundamente”, declarou.
Hervázio ainda foi além e afirmou que o episódio deixou marcas pessoais. “Eu acho que aquilo ali foi um ato extremamente vil”, disparou. Em tom emotivo, completou com um recado direto: “Há um velho ditado que diz assim: ‘quem bate esquece, quem apanha vai lembrar’. E quando se bate num filho, a dor é dobrada”.



