O presidente da Fundac e do Agir na Paraíba, Flávio Moreira, fez graves denúncias durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da FM 100.5, nesta quarta-feira (13), ao afirmar que facções criminosas teriam influência dentro da Câmara Municipal de João Pessoa.
Segundo Flávio, ele e sua esposa, Aline Moreira, foram impedidos de realizar campanha no bairro do Cristo Redentor durante as eleições municipais.
“Eu fui impedido de fazer campanha no Cristo Redentor por um determinado líder de uma facção criminosa a mando de um vereador que era o candidato deles”, declarou.
Ao ser questionado sobre a gravidade da denúncia, Flávio afirmou que o caso estaria sendo investigado pela Polícia Federal e pela Polícia Civil.
“Isso está tudo na Polícia Federal. A Polícia Federal está investigando, a Polícia Civil está investigando”, disse.
Flávio relatou que possui forte ligação com o bairro do Cristo Redentor desde a infância e classificou a situação como extremamente grave.
“Desde que eu tinha 5 anos de idade eu frequento o Cristo. Minha família sempre trabalhou ali. E nós fomos impedidos de uma maneira extremamente bruta”, afirmou.
Durante a entrevista, ele também cobrou uma atuação mais firme do Judiciário contra políticos que, segundo ele, teriam ligação com organizações criminosas.
“As pessoas que se envolveram com o tráfico, que se envolveram com organizações criminosas a ponto de se aliar, elas precisam deixar de ser representantes dentro da Casa de Napoleão Laureano”, declarou.
Flávio ainda citou cidades da Região Metropolitana, como Cabedelo e Bayeux, ao comentar o avanço da criminalidade na política e defendeu uma renovação na Câmara de João Pessoa.
“Quem tem apadrinhamento de organização criminosa não pode representar o povo de João Pessoa”, concluiu.




