A deputada estadual Camila Toscano (PSD) saiu em defesa da prefeita de Guarabira, Léa Toscano, após críticas de que a parlamentar teria influência direta nas decisões da gestão municipal.
Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, Camila rebateu as acusações e classificou as declarações como fruto de preconceito contra mulheres na política.
Segundo a deputada, comentários de que ela “manda e desmanda” na prefeitura ignoram a trajetória política da mãe e tentam diminuir sua experiência administrativa.
“Isso é misoginia pura. Querem desmerecer a história da minha mãe, que tem 45 anos de trabalho por Guarabira”, afirmou.
Camila também comparou a situação com outros casos de familiares que atuam na política, citando o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, que tem a esposa, Eliane Galdino, como prefeita.
De acordo com a parlamentar, nesses casos não há questionamentos sobre influência política, o que, na avaliação dela, revela tratamento diferente quando se trata de mulheres.
“Você não vê ninguém dizendo que Adriano é o prefeito e que Eliane não faz nada. Por que ele pode ajudar e eu não posso ajudar minha mãe?”, questionou.
A deputada também destacou a experiência política de Léa Toscano, lembrando que a prefeita possui décadas de atuação pública e tem capacidade própria de conduzir a administração municipal.
Camila afirmou ainda que, ao contrário do que dizem os críticos, é ela quem aprende com a mãe no dia a dia.
“Antes de respeitar a prefeita Léa, eu respeito a minha mãe. Eu nunca vou passar por cima dela ou dar ordem. Pelo contrário, eu aprendo com ela todos os dias”, declarou.
A parlamentar também criticou o que chamou de preconceito relacionado à idade da prefeita, que tem 75 anos, classificando as críticas como uma combinação de misoginia e etarismo.
Para Camila Toscano, os ataques tentam diminuir não apenas a gestão da prefeita, mas toda a história política construída por Léa ao longo de décadas de atuação em Guarabira.




