Enquanto milhões de brasileiros viravam o ano apertando as contas, o presidente da Câmara decidiu apertar o cinto… de um jato da FAB. Segundo relato da coluna de Lauro Jardim, em O Globo, Hugo Motta usou aeronave da Força Aérea Brasileira para passar o Réveillon em um condomínio de luxo em Angra dos Reis — com transporte bancado pelo contribuinte.
Não havia agenda oficial, missão de Estado ou emergência. Era lazer. E quando autoridade confunde privilégio com direito, é a democracia que paga a passagem.
O problema não é viajar. É quem paga. O cargo não transforma desejo pessoal em dever público. Jato militar não é Uber de fim de ano. Cada voo desses aprofunda o abismo entre quem governa e quem sustenta o governo.
No discurso, austeridade. No voo, exclusividade. A conta chega para todos — menos para quem embarcou.



