Na política, quando dois personagens experientes passam um bom tempo ao telefone, não é para falar do clima. Foi assim com Ricardo Coutinho e Fábio Tyrone: uma ligação demorada, daquelas que não cabem em resumo de WhatsApp.
Tyrone, ex-prefeito de Sousa e pré-candidato a deputado federal pelo PSB, vive dias de cálculo político — especialmente quando o assunto é nominata. E como em toda relação partidária, quando o ambiente esfria de um lado, alguém sempre começa a olhar pela janela do vizinho.
Durante a conversa, dizem que o tom foi de estratégia, análise de cenário e, claro, sobrevivência eleitoral. Mas o detalhe que chama atenção é outro: no meio das turbulências internas, Tyrone resolveu dar uma espiada mais atenta para os lados do PT. O que começou como uma “conversa institucional” pode estar ganhando contornos mais afetivos.
Na política, paquera começa com um café, evolui para um jantar e, quando menos se espera, já tem foto oficial e declaração de compromisso. Se vai virar namoro sério ou apenas um flerte estratégico, o tempo — e as convenções — dirão.
Porque, no fim das contas, em ano pré-eleitoral, telefone que toca demais nunca é só amizade. 📞


