O vereador de Campina Grande, Rostand Paraíba (PP) elevou o tom das críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL–RJ) nesta terça-feira (20), durante entrevista à imprensa na Câmara Municipal, ao defender a continuidade do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O parlamentar também questionou as propostas do senador e demonstrou confiança na reeleição do atual presidente.
Ao justificar seu posicionamento, Rostand destacou os programas sociais e a atuação de Lula na defesa dos interesses brasileiros no cenário internacional. Em seguida, criticou a postura de Flávio Bolsonaro e sua aproximação com o empresário Pablo Marçal, a quem classificou como “vendedor de ilusões”. “Como é que vai perder para um moleque? Um moleque mentiroso, um moleque que é debochado, um moleque que está a ouvir Pablo Marçal”, declarou.
O vereador também mencionou suspeitas relacionadas ao caso das chamadas “rachadinhas” e fez acusações contra o senador. “O Brasil já viu quem é Flávio Bolsonaro. Flávio é um cara enrolado num país, é enrolado de processos”, afirmou. As declarações foram feitas por Rostand durante a entrevista, e as acusações citadas devem ser consideradas como posicionamentos do parlamentar, sem que isso represente, por si só, comprovação de irregularidades.
Na avaliação de Rostand, Flávio não apresentou propostas suficientes para governar o país. “O brasileiro e brasileiras, a gente tem que ver que o Flávio não tem programa de nada para o nosso governo. Olhe o que o Lula já fez no nosso país, que eu não vou nem falar porque o brasileiro sabe tudinho”, disse. O vereador ainda criticou setores ligados ao PL, afirmando que parte dos apoiadores da legenda estaria, segundo ele, “alienada”.
As declarações ocorrem após o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, quando Lula e Flávio Bolsonaro avançaram para a segunda etapa da disputa, marcada para 25 de outubro. Na Paraíba, segundo os números apresentados no levantamento eleitoral citado, Lula obteve 61,31% dos votos válidos, contra 33,07% de Flávio. Em Campina Grande, porém, a diferença foi menor: o presidente recebeu 48,40%, enquanto o senador alcançou 44,41%, resultado que mantém o município no centro da disputa política estadual.






