O senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB–PB) afirmou nesta segunda-feira (1º) que as conversas mantidas por aliados com outros nomes que disputam espaço na corrida pelo Senado Federal não representam qualquer fragilidade para sua candidatura à reeleição. A declaração foi dada durante entrevista, após ser questionado sobre os diálogos do deputado federal Mersinho Lucena (PSD) com lideranças ligadas ao ex-prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Republicanos).
Ao comentar o assunto, Veneziano ressaltou que o diálogo faz parte da atividade política e evitou tratar as movimentações como um problema. “Eu entendo que dialogar faz parte, é uma necessidade do debate político. Só quem pode dizer em que níveis essas conversações se encontram são os próprios agentes políticos. Tanto Bruno Cunha Lima quanto Mersinho Lucena sempre têm reservado em suas falas a confirmação do apoio à nossa renovação de mandato”, declarou à Rádio CBN.
O senador também aproveitou para esclarecer declarações recentes sobre a necessidade de maior alinhamento entre os integrantes da chapa apoiada pelo ex-prefeito Cícero Lucena (MDB). Segundo ele, não houve cobrança pública a aliados. “Eu não utilizei o verbo cobrar. Fiz uma apreciação, uma análise sobre aquilo que seria interessante e, mais do que isso, o óbvio. Se você tem uma chapa formada, com Cícero ao Governo e Veneziano e André apresentados ao Senado, quanto mais convergência de apoios existir em torno dessa formação, melhor”, afirmou.
Durante a entrevista, Veneziano voltou a defender a consolidação do apoio ao deputado estadual André Gadelha (MDB), nome que passou a integrar o projeto político do grupo. Na avaliação do senador, a presença de André fortalece a composição e amplia a representatividade regional da chapa. “Tenho mostrado aos companheiros o quanto seria importante transmitir segurança e força política a André, que é uma liderança forte e tem desempenhado um mandato combativo e responsável”, destacou.
Questionado sobre a demora de algumas lideranças em anunciar apoio ao segundo nome da chapa para o Senado, entre elas o prefeito de João Pessoa, Leo Bezerra (PSB), Veneziano disse compreender o processo de construção política. “O tempo é do prefeito. Ele nunca fugiu dessa pergunta e sempre disse que essa definição será construída através das conversas com seu grupo político e com o próprio Cícero Lucena”, pontuou.
Apesar de respeitar as decisões dos aliados, o senador admitiu que a demora nas definições trouxe dificuldades para a consolidação da candidatura de André Gadelha. “Quando André foi lançado, há cerca de 60 dias, muitos companheiros já tinham tomado suas posições porque eu era a única candidatura ao Senado dentro desse campo político. Esse retardo terminou trazendo um certo prejuízo. Mas continuo fazendo um apelo para mostrar o quanto é importante uma chapa equilibrada com apoio a Cícero, André e Veneziano”, concluiu.
A fala de Veneziano ocorre dias após Mersinho Lucena confirmar que tem mantido conversas com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos) sobre a construção de apoios à pré-candidatura de Nabor Wanderley ao Senado. O parlamentar, no entanto, ressaltou que qualquer definição dependerá dos entendimentos partidários e negou a existência de negociações políticas diretas com o ex-prefeito de Patos.



