O deputado estadual Tovar Correia Lima (PSDB) afirmou nesta segunda-feira (23) que não descarta integrar como vice na chapa majoritária encabeçada pelo prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ao Governo da Paraíba nas eleições deste ano. A declaração foi feita durante agenda de autorização de obras e serviços da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), no município de Bayeux.
Em entrevista à imprensa, Tovar disse que se sentiria honrado com a indicação, mas ressaltou que a decisão precisa considerar o cenário político e a opinião do eleitorado de Campina Grande. “Se for na vice com Cícero Lucena eu estarei. Será uma honra disputar uma eleição como vice-governador. Já falei sobre isso, para que a gente possa ver a melhor opção, ver o que é que principalmente os campinenses opinam, já que Campina Grande, como a segunda maior cidade do estado, também precisa estar se comportando de uma maneira substancial em relação à campanha eleitoral”, ressaltou.
Conversas no grupo e cenário em aberto
O parlamentar também comentou as articulações internas envolvendo lideranças do grupo político, entre elas o presidente estadual do PSD na Paraíba e ex-deputado federal Pedro Cunha Lima, o ex-senador Cássio Cunha Lima (PSD) e o deputado federal Romero Rodrigues (Podemos).
Segundo Tovar, as conversas têm ocorrido com frequência, mas ainda não há definição sobre a composição da chapa majoritária. “Eu tenho conversado com Pedro e com Cássio, com Romero com regularidade. Com muita regularidade, eu diria. Mas uma definição de chapa majoritária em relação a Pedro na vice ainda seria até prematuro falar”, pontuou.
Ele acrescentou que, embora o debate eleitoral tenha sido antecipado, não há decisão fechada. “Eu sei que a campanha já foi antecipada, as pessoas já estão falando sobre o tema. Mas Pedro não tomou essa definição, ele está no projeto, ele está dentro da discussão, mas não necessariamente dentro da chapa como candidato a vice-governador. Nós temos outros tantos nomes”, explicou.
Tovar também mencionou outros quadros do grupo e reafirmou sua disposição para contribuir com o projeto político. “Por que não incluir o nome de Romero, o nome de Fábio Ramalho, de Pedro, o meu próprio. Eu disse que sou um soldado do grupo e posso também entrar na discussão”, concluiu.
As declarações reforçam que as articulações seguem em curso e que a definição da chapa ainda depende de entendimentos internos e da consolidação do cenário político nos próximos meses.
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