O deputado estadual Fábio Ramalho, presidente do PSDB da Paraíba, reafirmou, em tom direto e sem rodeios, que está deixando o ninho tucano para se filiar ao PSD. A declaração foi feita durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da Rádio 100.5 FM, e veio acompanhada de críticas ao cenário partidário atual, que ele classificou como uma verdadeira corrida de cálculos eleitorais. “Todo mundo está fazendo conta”
Sem meias palavras, Fábio afirmou que o mês de março será decisivo e marcado por mudanças inesperadas. “De manhã alguém vai dizer que está no PSD, de noite vai estar no MDB, depois pode estar em outro partido”, declarou.
Segundo ele, cerca de 80% dos deputados estaduais e pré-candidatos estão avaliando cenários antes de assinar qualquer ficha partidária. “O que vale é quando assina”, reforçou, indicando que o alinhamento real só deve ocorrer após o dia 20 ou 25 de março.
A fala escancara o que já era comentado nos bastidores: a montagem das nominatas está sendo guiada por estratégia matemática, e não por fidelidade ideológica.
Rompimento com o PSDB e ida ao PSD
Mesmo presidindo o PSDB na Paraíba, Fábio confirmou que está de saída. Seguindo para o partido Pedro Cunha Lima, de quem se disse aliado histórico.
Ele relembrou que foi um dos primeiros defensores da candidatura de Pedro ao governo em 2022 e destacou o desempenho eleitoral do ex-deputado, que quase venceu a disputa.
No entanto, afirmou que as pesquisas atuais apontam outro cenário. “Entendemos que a população estava declinada ao nome de Cícero”, declarou, referindo-se ao prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena.
A partir dessa avaliação, decidiu migrar para o PSD para integrar o projeto político que, segundo ele, reúne melhores condições de vitória.
Oposição “já vencedora” em 2026
Em tom confiante, Fábio fez uma projeção ousada. Para ele, o projeto das oposições será vencedor em 2026.
O deputado comparou pesquisas de 2022 com levantamentos recentes e afirmou que os números atuais mostram crescimento da oposição. Segundo ele, o “ciclo político” estaria encerrado e a alternância de poder seria inevitável.
Contas, cargos e cenário interno
Durante a entrevista, Fábio também comentou sobre o ambiente interno da Assembleia Legislativa e as contas políticas que estão sendo feitas para 2026, reforçando que o momento é de cálculo estratégico.
A fala evidencia um cenário de rearranjo intenso, onde partidos tradicionais perdem quadros e novas alianças se consolidam com base na viabilidade eleitoral.
Assista a entrevista de Fábio Ramalho ao programa Ô Paraíba Boa:
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