Tarcísio Jardim, deputado estadual (PP), durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa.

Durante entrevista ao programa Ô Paraíba Boa, da rádio 100.5 FM, nessa quinta-feira (28), o deputado estadual Tarcísio Jardim (PP) afirmou que não vota no ex-governador João Azevêdo (PSB) para o Senado Federal por conta da situação da segurança pública na Paraíba. Segundo o parlamentar, apesar dos investimentos em equipamentos e estrutura, os policiais continuam recebendo um dos piores salários do país.

Ao ser questionado se votaria em João para o Senado, Tarcísio respondeu de forma direta: “Não”. Em seguida, justificou a posição afirmando que “muitos problemas que hoje a gente vive poderiam ter sido sanados na gestão de João e não foram”.

Durante a entrevista, os apresentadores citaram investimentos feitos pelo governo na segurança pública, como aquisição de armamentos, viaturas, jet skis e realização de concursos públicos. Tarcísio reconheceu os avanços estruturais, mas disse que os profissionais da segurança seguem desvalorizados. “Em material, estrutura, ninguém pode falar mal. A Paraíba é um dos estados mais avançados do Nordeste em estrutura. Mas quem pilota o jet ski? Quem dirige a viatura? Quem leva tiro? Quem morre? É o policial”, declarou.

O deputado também criticou a política salarial da categoria e afirmou que policiais adoecidos ou afastados acabam sofrendo perdas financeiras. Segundo ele, em oito anos de gestão, o governo poderia ter resolvido a questão salarial da segurança pública. “Em 8 anos não deu para transformar isso em subsídio? Não deu para dar uma média do Nordeste? Não deu para dar dignidade?”, questionou.

Ao comentar a incorporação de gratificações aos salários, Tarcísio minimizou o impacto da medida e disse que a Paraíba continua pagando o pior salário do Brasil aos policiais. “A coisa está tão ruim que, por mais que tenha sido feita, a gente ainda ficou no pior. Nós ainda somos o pior salário do Brasil”, afirmou.

Em tom crítico, o deputado comparou a situação a alguém “todo sujo” que teve apenas “o braço lavado”, afirmando que o problema estrutural da valorização dos policiais permanece sem solução.

Assista a entrevista de Tarcísio Jardim no programa Ô Paraíba Boa:

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